Data de Fundação: 01 de junho de 2008 / Presidente: Dimas Madedo/ e-mail:academialavrensedeletras@gmail.com
terça-feira, 21 de abril de 2009
A vitalidade do cordel caririense
Emerson Monteiro
Ao ler recente produção de Maércio Lopes Siqueira, membro da Academia dos Cordelistas de Crato, intitulada O romance de Auriflora e o novo pavão misterioso, senti de perto a pujança das sete vidas do cordel. Instrumento de comunicação de massa mesmo antes de se falar em meios industriais da comunicação, o cordel preservou a leveza original dos primeiros livros gutenberguiano da invenção da imprensa no Ocidente. Saia dos salões burgueses e clericais para as feiras e os mercados medievais e embarcava pelo mundo, nos navios dos degredados que rumaram ao Novo Mundo, achando terra fértil no Nordeste, onde se impõe e resiste a todas inovações tecnológicas da transmissão dos bens simbólicos.
Esse jovem Maércio Lopes, autor de texto leve e espontâneo, atualiza a história anotada em verso pelo clássico de José Camelo de Melo Rezende (O romance do pavão misterioso), agora em tempos globalizado, ocasionando momentos gostosos de boa rima em roteiro digno dos melhores encômios televisivos e urbanos da mídia profana.
O livreto guarda o selo da Tupynanquim Editora, de Fortaleza, de Klévisson Viana, com capa ilustrada por xilogravura também da autoria de Maércio, num refino gráfico colorido em amarelo, datado de fevereiro de 2009.
Sem sombra de dúvidas, a Academia dos Cordelistas do Crato, com sua admirável cifra de mais de 500 títulos já publicados e seus tantos autores revelados mês a mês, insere-se na história da literatura popular de todas as épocas.
Nesta fase, a Academia tem Maércio Lopes na função de presidente e preserva a mesma intensidade produtiva com que se iniciou sob a brilhante lavra do folclorista e autor Elói Teles de Morais.
De um fôlego, entrega-se de moto próprio à leitura do cordel e das portas que se abrem ao toque do leitor um jogo aberto de ações e maquinações acontecem, passe mágico e livre de subterfúgios ou longas tiradas descritivas, que caracterizam, em geral, os romances oficiais da grande literatura. Os versos populares invadam, destarte, a simpatia das massas, por conta de facilitar a compreensão, no andamento das histórias saborosas, aos moldes da alma do homem simples, pouco afeito a turnos ociosos, na corrida pela sobrevivência, contudo dotado de senso artístico e alma criativa.
Portanto, somados os fatores atuais das técnicas aprimoradas do cordel e a verve qualificada desse moço de Santana do Cariri, no Ceará, há que se admitir a propulsão dos valores cordelianos sempre vivos, a persistirem na missão do dizer dos povos nordestinos.
Ao ler recente produção de Maércio Lopes Siqueira, membro da Academia dos Cordelistas de Crato, intitulada O romance de Auriflora e o novo pavão misterioso, senti de perto a pujança das sete vidas do cordel. Instrumento de comunicação de massa mesmo antes de se falar em meios industriais da comunicação, o cordel preservou a leveza original dos primeiros livros gutenberguiano da invenção da imprensa no Ocidente. Saia dos salões burgueses e clericais para as feiras e os mercados medievais e embarcava pelo mundo, nos navios dos degredados que rumaram ao Novo Mundo, achando terra fértil no Nordeste, onde se impõe e resiste a todas inovações tecnológicas da transmissão dos bens simbólicos.
Esse jovem Maércio Lopes, autor de texto leve e espontâneo, atualiza a história anotada em verso pelo clássico de José Camelo de Melo Rezende (O romance do pavão misterioso), agora em tempos globalizado, ocasionando momentos gostosos de boa rima em roteiro digno dos melhores encômios televisivos e urbanos da mídia profana.
O livreto guarda o selo da Tupynanquim Editora, de Fortaleza, de Klévisson Viana, com capa ilustrada por xilogravura também da autoria de Maércio, num refino gráfico colorido em amarelo, datado de fevereiro de 2009.
Sem sombra de dúvidas, a Academia dos Cordelistas do Crato, com sua admirável cifra de mais de 500 títulos já publicados e seus tantos autores revelados mês a mês, insere-se na história da literatura popular de todas as épocas.
Nesta fase, a Academia tem Maércio Lopes na função de presidente e preserva a mesma intensidade produtiva com que se iniciou sob a brilhante lavra do folclorista e autor Elói Teles de Morais.
De um fôlego, entrega-se de moto próprio à leitura do cordel e das portas que se abrem ao toque do leitor um jogo aberto de ações e maquinações acontecem, passe mágico e livre de subterfúgios ou longas tiradas descritivas, que caracterizam, em geral, os romances oficiais da grande literatura. Os versos populares invadam, destarte, a simpatia das massas, por conta de facilitar a compreensão, no andamento das histórias saborosas, aos moldes da alma do homem simples, pouco afeito a turnos ociosos, na corrida pela sobrevivência, contudo dotado de senso artístico e alma criativa.
Portanto, somados os fatores atuais das técnicas aprimoradas do cordel e a verve qualificada desse moço de Santana do Cariri, no Ceará, há que se admitir a propulsão dos valores cordelianos sempre vivos, a persistirem na missão do dizer dos povos nordestinos.
domingo, 29 de março de 2009
Coluna - Cariri
LAVRAS DA MANGABEIRA
O escritor Emerson Monteiro tomou posse na Academia Lavrense de Letras. Lavras da Mangabeira é o berço natal de Emerson e de outras pessoas que se distinguiram nas atividades culturais. Entre elas poderíamos lembrar: Dimas Macedo, Joaryvar Macedo, Bruno Pedrosa, Filgueiras Lima, João Clímaco Bezerra, Melquíades Pinto Paiva, Sinhá D'Ámora e Nonato Luiz. A Ac ademia Lavrense de Letras dá continuidade a essa tradição. Suas cadeiras foram batizadas com nomes ilustres e saudosos que deram aquele município brilho e destaque além fronteira.
Fonte: Jornal O Povo - Tarso Araújo.
quinta-feira, 26 de março de 2009
quarta-feira, 25 de março de 2009
Mensagem de gratidão.
Mensagem de gratidão e agradecimento que faz João Gonçalves de Lemos, em seu próprio nome e no da família e dirigida a pessoas amigas e instituições que se fizeram presentes, nos atos religiosos em homenagem a minha querida filha Rosemary Amorim de Lemos que, no dia 22/02/2009, “retornou ao amor da casa de Deus Pai”, entre as instituições menciono: Academia de Ciências Sociais, Instituto do Ceará, Academia Lavrense de Letras, Academia de Letras dos Municípios do Estado do Ceará, Instituto dos Advogados, Associação Iberoamericana de Direito Constitucional, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/Ce) e Associação de Apoio e Integração dos Lemos, nas pessoas de Pedro Bezerra de Araújo, Pedro Sisnando Leite, Dimas Macedo, Lima Freitas, José Alberto Rola, Regis Frota Araújo, Hélio Leitão, Heitor Férrer e Maria Leda de Lemos Dantas. Se alguma instituição que se manifestou e aqui não citada, quero dizer que Deus não a esquece e a tem em seu coração.
Quero falar do sentimento que me invadiu a alma nestes últimos dias..., falar sobre o tamanho de minha dor e, mais ainda, dizer que esse sentimento de intensa emoção confunde-se com o de gratidão pelas manifestações de apoio, de solidariedade e de amizade trazidas ao meu coração de pai por familiares, amigos meus e da Rosemary, amigos da família enfim, mas as palavras chagam-me com a escassez de significado, muito aquém do meu sentir, pois só os grandes escritores e poetas sabem ajustá-las a cada momento da vida.
A minha certeza, porém, é a de que aqueles (as) que lerem esta mensagem terão palavras de avaliação equânime e que eu agora, nestes últimos dias, tenho a mente entorpecida para compreender o sentimento que me tomou o ser e sobrecarregou-me o coração.
Izabel, na sua mensagem lida na Igreja Cristo Rei, na missa da esperança (02/03), numa linguagem simples e coloquial, disse para a irmã e para todos nós ali presentes que “Mede era uma borboleta que enfeitava jardins”; eu, porém, interpreto esse seu sentimento manifesto de modo poético e digo que Rosemary era essa especial borboleta, embora diferente das comuns borboletas, pela constância no amor à família e a todos que a rodeavam – pais, irmãs, Márcio, familiares e amigos - e, assim, todos são esses jardins que enfeitavam a sua vida.
Concluo esta mensagem de gratidão e agradecimentos destacando o paradoxo em que me encontro, qual seja o fato de que, se nenhuma mensagem recebida faz diminuir a tristeza da realidade na qual estou vivendo, todas têm indicado o começo de uma vida transcendente para superar a vida terrena que Rosemary viveu.
Enfim, preciso retomar minhas atividades, preciso procurar conduzir minha vida no caminho que me leve a compreender os desígnios de Deus e, dentro de minha fé cristã católica, procurar ser feliz na minha tristeza, curtindo a saudade de minha filha e cuidando de minha família e de minhas obrigações perante a sociedade.
Que Deus seja louvado!
Fortaleza-Ce, março de 2009.
João Gonçalves de Lemos
Quero falar do sentimento que me invadiu a alma nestes últimos dias..., falar sobre o tamanho de minha dor e, mais ainda, dizer que esse sentimento de intensa emoção confunde-se com o de gratidão pelas manifestações de apoio, de solidariedade e de amizade trazidas ao meu coração de pai por familiares, amigos meus e da Rosemary, amigos da família enfim, mas as palavras chagam-me com a escassez de significado, muito aquém do meu sentir, pois só os grandes escritores e poetas sabem ajustá-las a cada momento da vida.
A minha certeza, porém, é a de que aqueles (as) que lerem esta mensagem terão palavras de avaliação equânime e que eu agora, nestes últimos dias, tenho a mente entorpecida para compreender o sentimento que me tomou o ser e sobrecarregou-me o coração.
Izabel, na sua mensagem lida na Igreja Cristo Rei, na missa da esperança (02/03), numa linguagem simples e coloquial, disse para a irmã e para todos nós ali presentes que “Mede era uma borboleta que enfeitava jardins”; eu, porém, interpreto esse seu sentimento manifesto de modo poético e digo que Rosemary era essa especial borboleta, embora diferente das comuns borboletas, pela constância no amor à família e a todos que a rodeavam – pais, irmãs, Márcio, familiares e amigos - e, assim, todos são esses jardins que enfeitavam a sua vida.
Concluo esta mensagem de gratidão e agradecimentos destacando o paradoxo em que me encontro, qual seja o fato de que, se nenhuma mensagem recebida faz diminuir a tristeza da realidade na qual estou vivendo, todas têm indicado o começo de uma vida transcendente para superar a vida terrena que Rosemary viveu.
Enfim, preciso retomar minhas atividades, preciso procurar conduzir minha vida no caminho que me leve a compreender os desígnios de Deus e, dentro de minha fé cristã católica, procurar ser feliz na minha tristeza, curtindo a saudade de minha filha e cuidando de minha família e de minhas obrigações perante a sociedade.
Que Deus seja louvado!
Fortaleza-Ce, março de 2009.
João Gonçalves de Lemos
domingo, 22 de março de 2009
PROGRAMAÇÃO - II Simpósio Lusofônico - Ceará/2009.
LOCAL: Auditório da Câmara Municipal de Fortaleza – Avenida Thompson Bulcão, 830 – Luciano Cavalcante – CEP: 60.810-460 – Fone: (85) 3444-8300.
Dia: 14/04
09h: Solenidade de abertura:
Composição da Mesa e fala das autoridades
09h40min: Abertura dos trabalhos pelo presidente da Sessão vereador Acrisio Sena, pelo presidente da Academia Lavrense de Letras Dr. Dimas Macedo e pelo Cônsul Honorário de Portugal em Fortaleza Dr. Francisco Brandão.
10h. Apresentação da Academia de Ciências Sociais do Ceará pelo presidente João Gonçalves de Lemos e homenagem a Dom Helder Câmara pelo vice presidente Dr. Pedro Sisnando Leite.
10h15min. Palestra: Fernando Pessoa: Intertextualidades.
Palestrante: Prof. Linhares Filho
Presidente de Honra da Academia Lavrense de Letras, Poeta e ensaísta
crítico. Professor de Literatura Portuguesa da Universidade Federal do
Ceará, tendo chegado a professor titular. Mestre em Literatura Portuguesa
pela UFRJ. Doutor em Letras Vernáculas (área de Literatura Portuguesa) pela mesma Universidade. Membro Efetivo da Academia Cearense de Letras e Artes do Nordeste Brasileiro. Sócio da Associação Internacional de Lusitanistas e da Associação Brasileira de Literatura Comparada. Sócio Correspondente do Instituto Cultural do Vale Caririense.
10h45min. Palestra: "Desafios da Lusofonia. O papel da CPLP"
Palestrante: Dr. Lauro Moreira (a confirmar)
Embaixador do Brasil junto a CPLP- Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
11h30min. Debate dos temas anteriores
12h30min. Intervalo para o almoço.
O EVENTO CONTINUARÁ NO SESC IRACEMA
Rua Boris, 90 – C – Praia de Iracema.
15h. Palestra: A Literatura de Cordel no Cariri Cearense
Palestrante: Dr. Émerson Monteiro
Pesquisador de comunicação, psicologia em religião. Secretário Geral da subseção
de Crato da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB-CE. Membro do Instituto
Cultural do Cariri, em Crato – ocupante de sua cadeira n.º 6 (patrono: Irineu
Pinheiro) Ocupa a cadeira n.º 17 (patrono: Pery Augusto) da Academia Lavrense
de Letras.
15h30min. Apresentação do cordelista
16h: Projeção do filme "Agostinho da Silva, um pensamento vivo" do cineasta João Rodrigo de Mattos.
17h15min: Inauguração da Exposição fotobibliográfica “Agostinho da Silva, Pensamento e Ação"
17h45min: Coquetel de Lançamento da Revista Nova Águia (Nº 3)
19h: Apresentação EX-GODOT com atriz e bailarina portuguesa Dina Morais.
Dia 15/04
08h30min: Palestra: Cooperação Sul-Norte. O setor terciário e os movimentos sociais.
Palestrante: Dra. Ana Margarida Esteves
Membro do Conselho Editorial da Nova Águia e da Comissão
Coordenadora do Movimento Internacional Lusófono – MIL
09h10min. Palestra: Agostinho da Silva e a CPLP - Comunidade dos Países de Língua
“Portuguesa.
Palestrante: Dr. Amandio Silva
Presidente da Associação Mares Navegados, Membro do Conselho Editorial da
Nova Águia e da Comissão Coordenadora do Movimento Internacional Lusófono –
MIL.
10h: Palestra: Palestra: A Lusofonia e o Desenvolvimento
Palestrante: Dr. José Fernando Aparecido de Oliveira
. Deputado Federal, Empenhado defensor de um maior envolvimento do Brasil na
afirmação da Lusofonia e na construção da CPLP.
10h40min: Debate sobre os assuntos das palestras proferidas.
12h: Pausa para almoço.
14h30min. Espaço reservado para UNILAB
15h15min. – Palestra: ” O Realismo em Portugal no Século XIX na obra de Ramalho Ortigão”
Palestrante: Dr. Ednilo Soares –
Professor e presidente da FASET, ex-presidente da Academia de Fortaleza de
Letras.
16h. Palestra: Projeto Memória Cultural.
Palestrante: Dr. Romildo Azevedo
Presidente da Associação Nacional dos Escritores.
16h40min. Palestra: Os Açores e o Continente de São Pedro.
Palestrante: Dr. José Carlos Gentili
Presidente da Academia de Letras de Brasília.
17h15min. Debate sobre os temas anteriores. (Encerramento dos trabalhos na Câmara Municipal).
19h. Comemoração dos 35 anos da Revolução dos Cravos.
Plenário da Assembléia Legislativa do Estado do Ceará.
SESC FORTALEZA – Teatro Emiliano Queiroz
AV: Duque de Caxias, 1701. Centro.
16/04---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
9h – Mesa Redonda sobre o Acordo Ortográfico.
Componentes: Dr. Francisco Brandão, Dr. Amandio Silva, Dr. José Fernando Aparecido, Prof. Itamar Filgueiras, Dra. Ana Margarida Esteves, Lidiana Maciel.
12h. Encerramento do evento com intervenção das autoridades presentes.
Dia: 14/04
09h: Solenidade de abertura:
Composição da Mesa e fala das autoridades
09h40min: Abertura dos trabalhos pelo presidente da Sessão vereador Acrisio Sena, pelo presidente da Academia Lavrense de Letras Dr. Dimas Macedo e pelo Cônsul Honorário de Portugal em Fortaleza Dr. Francisco Brandão.
10h. Apresentação da Academia de Ciências Sociais do Ceará pelo presidente João Gonçalves de Lemos e homenagem a Dom Helder Câmara pelo vice presidente Dr. Pedro Sisnando Leite.
10h15min. Palestra: Fernando Pessoa: Intertextualidades.
Palestrante: Prof. Linhares Filho
Presidente de Honra da Academia Lavrense de Letras, Poeta e ensaísta
crítico. Professor de Literatura Portuguesa da Universidade Federal do
Ceará, tendo chegado a professor titular. Mestre em Literatura Portuguesa
pela UFRJ. Doutor em Letras Vernáculas (área de Literatura Portuguesa) pela mesma Universidade. Membro Efetivo da Academia Cearense de Letras e Artes do Nordeste Brasileiro. Sócio da Associação Internacional de Lusitanistas e da Associação Brasileira de Literatura Comparada. Sócio Correspondente do Instituto Cultural do Vale Caririense.
10h45min. Palestra: "Desafios da Lusofonia. O papel da CPLP"
Palestrante: Dr. Lauro Moreira (a confirmar)
Embaixador do Brasil junto a CPLP- Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
11h30min. Debate dos temas anteriores
12h30min. Intervalo para o almoço.
O EVENTO CONTINUARÁ NO SESC IRACEMA
Rua Boris, 90 – C – Praia de Iracema.
15h. Palestra: A Literatura de Cordel no Cariri Cearense
Palestrante: Dr. Émerson Monteiro
Pesquisador de comunicação, psicologia em religião. Secretário Geral da subseção
de Crato da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB-CE. Membro do Instituto
Cultural do Cariri, em Crato – ocupante de sua cadeira n.º 6 (patrono: Irineu
Pinheiro) Ocupa a cadeira n.º 17 (patrono: Pery Augusto) da Academia Lavrense
de Letras.
15h30min. Apresentação do cordelista
16h: Projeção do filme "Agostinho da Silva, um pensamento vivo" do cineasta João Rodrigo de Mattos.
17h15min: Inauguração da Exposição fotobibliográfica “Agostinho da Silva, Pensamento e Ação"
17h45min: Coquetel de Lançamento da Revista Nova Águia (Nº 3)
19h: Apresentação EX-GODOT com atriz e bailarina portuguesa Dina Morais.
Dia 15/04
08h30min: Palestra: Cooperação Sul-Norte. O setor terciário e os movimentos sociais.
Palestrante: Dra. Ana Margarida Esteves
Membro do Conselho Editorial da Nova Águia e da Comissão
Coordenadora do Movimento Internacional Lusófono – MIL
09h10min. Palestra: Agostinho da Silva e a CPLP - Comunidade dos Países de Língua
“Portuguesa.
Palestrante: Dr. Amandio Silva
Presidente da Associação Mares Navegados, Membro do Conselho Editorial da
Nova Águia e da Comissão Coordenadora do Movimento Internacional Lusófono –
MIL.
10h: Palestra: Palestra: A Lusofonia e o Desenvolvimento
Palestrante: Dr. José Fernando Aparecido de Oliveira
. Deputado Federal, Empenhado defensor de um maior envolvimento do Brasil na
afirmação da Lusofonia e na construção da CPLP.
10h40min: Debate sobre os assuntos das palestras proferidas.
12h: Pausa para almoço.
14h30min. Espaço reservado para UNILAB
15h15min. – Palestra: ” O Realismo em Portugal no Século XIX na obra de Ramalho Ortigão”
Palestrante: Dr. Ednilo Soares –
Professor e presidente da FASET, ex-presidente da Academia de Fortaleza de
Letras.
16h. Palestra: Projeto Memória Cultural.
Palestrante: Dr. Romildo Azevedo
Presidente da Associação Nacional dos Escritores.
16h40min. Palestra: Os Açores e o Continente de São Pedro.
Palestrante: Dr. José Carlos Gentili
Presidente da Academia de Letras de Brasília.
17h15min. Debate sobre os temas anteriores. (Encerramento dos trabalhos na Câmara Municipal).
19h. Comemoração dos 35 anos da Revolução dos Cravos.
Plenário da Assembléia Legislativa do Estado do Ceará.
SESC FORTALEZA – Teatro Emiliano Queiroz
AV: Duque de Caxias, 1701. Centro.
16/04---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
9h – Mesa Redonda sobre o Acordo Ortográfico.
Componentes: Dr. Francisco Brandão, Dr. Amandio Silva, Dr. José Fernando Aparecido, Prof. Itamar Filgueiras, Dra. Ana Margarida Esteves, Lidiana Maciel.
12h. Encerramento do evento com intervenção das autoridades presentes.
No Limiar do Inverno
Devo encetar agora a despedida
de tudo o que me cerca neste mundo.
Sorver o mel do tempo na medida,
com proveito filtrar cada segundo.
Saber maduro alerta-me profundo
sobre a velocidade da descida.
Busco, incessantemente, só o jucundo
e sofro por qualquer coisa perdida.
Se é inegável que a dor nos acompanha,
quero em meu fim vencê-la pelo empenho
de amar alguém, que me suaviza a trilha.
Por esse amor enfrento toda sanha
e, porque em tal afã não me contenho,
a última glória desde já rebrilha.
José Linhares Filho.
Devo encetar agora a despedida
de tudo o que me cerca neste mundo.
Sorver o mel do tempo na medida,
com proveito filtrar cada segundo.
Saber maduro alerta-me profundo
sobre a velocidade da descida.
Busco, incessantemente, só o jucundo
e sofro por qualquer coisa perdida.
Se é inegável que a dor nos acompanha,
quero em meu fim vencê-la pelo empenho
de amar alguém, que me suaviza a trilha.
Por esse amor enfrento toda sanha
e, porque em tal afã não me contenho,
a última glória desde já rebrilha.
José Linhares Filho.
quinta-feira, 19 de março de 2009
A POÉTICA DE LINHARES FILHO
Era uma vez o sal de umas águas
que em ti incrustaram –
menino –
o exercício da contemplação.
Era uma vez o rio,
cujos líquidos movimentos
a ti revelaram
a flexura das sílabas.
E, desde então,
incansável,
passaste a soletrar
o silêncio
sob a crosta das cartilhas.
Tuas mãos –
e nem o sabias –
já se estendiam
aos Sumos do Tempo, –Tempo
de Colheita –
à Voz das Coisas,
a Andanças e Marinhagens,
a Rebuscas e Reencontros,
aos Cantos de Fuga e Ancoragem,
aos frutos de árvores outras,
numa insone semeadura.
Menino,
já te impregnavam as paisagens,
o silêncio intumescido dos afogados,
o trigo ávido de mendigos,
a serpente de cedro sorrateira,
o repentino eflúvio,
a solidão do sótão.
Menino
sabias ainda
dos navios do longe,
dos farnéis
que se evolam
das tácitas navegações.
II
Vejo-te, na noite montanhosa, –
suspensa a pena –
surpreender
o voo sinuoso das palavras,
Uma infância de pássaros
em teu alpendre musical.
Tua descoberta do verso oculto
no mofo dos baús,
no esterco das andorinhas.
A salsugem da memória.
As rugas que não se desfazem
no rosto dos antepassados.
O cedro da escada. Os tísicos passos.
A noite suspensa no olhar dos morcegos.
O verde gemido do canavial.
Vejo-te, na montanha da noite,
percorrer a sede da folha de papel.
(O vento contorce a cidade,
e o mar tem redondezas incomuns.
Onde o anzol por que pescar
os peixes dos túmidos silêncios?)
Tua busca por outras essências,
por odores outros é falta
que se converte
em inesgotável alimento.
O sal de um rio te conserva o peito.
Um navio singra tuas veias.
Águas a roça de tua canção.
Girassol,
pressentes a luz.
III
Palmilhas o pó da telha-vã
da casa onde nasceste. O vento
em ti esculpe o geométrico perfume
do pé de romã. Lavras da Mangabeira,
o augúrio emplumado
das acauãs. O sino da Matriz
trincando as manhãs. O susto
ruflado das arribaçãs. O tecido
do enigma das praias
no voo das jaçanãs. O navio
anunciado na preamar
da febre terçã. O trilo dos grilos,
o mosto da sede, o pão de teu afã.
O graal de teu pai
doado às bocas malsãs. Tua mãe
coalhando as tardes
em cores louçãs. (Ainda
hoje, desvelas-lhe os pincéis: há
uma outra tela, mais alvaçã;
e o pouso daquela ave
a inscrever-te a cambraia chã.)
Posta a mesa,
do vazio de uma cadeira evola-se
o inefável tempero da marrã.
Mas ainda florescem
o branco viçoso das dálias
e as glumas das longínquas avelãs.
Um xale se derrama
por sobre a fímbria da noite
e o negror de sua lã.
IV
As águas do poema te reinventam;
e enfloras, assim, nossos caminhos:
ânfora que és de nossa inescrutável sede.
Empresta-nos a voz,
uma vez que, na noite alta,
sílaba alguma pousa sobre o nosso sono.
Onde o encanto das grandes coisas?
Onde a solidão de lânguidos silêncios?
Onde a ironia dos segredos?
Como, então, reencontrarmos a face –
não esta, mas aquela que nos foge aos retratos?
Empresta-nos a voz, há um Deus
que em ti habita, e, em seu nome,
compões salmos e hinos;
por isso, mais nada havendo,
alguma coisa sempre há, maior,
muito maior que o simples ser.
Empresta-nos a voz, se não,
como poderemos conter
o anônimo vôo do suicida,
captar a voz das coisas,
ouvir o rumor que borbulha no intocável?
Empresta-nos a voz, o teu canteiro de orvalho,
a branca cinza do cigarro,
o anzol que espreita a palavra-peixe,
o boi mastigando um sonho antigo,
as sombras que se alastram na noite.
Bem nos ensinaste: as coisas
nos assaltam e improvisam.
V
O sopro do vento tem lá seu motor;
movendo as águas da inspiração:
farol do horizonte; navio-canção,
navega sem rumo no seu estertor.
A mão que cultiva grande dissabor
é a mesma que bebe do mel do cantar,
o sono das redes lá no copiá,
nas pautas de Lavras, deixa seu enredo;
e guarda do vento seu grande segredo
cantando galope na beira do mar.
Quem dera que a vida bordasse a paisagem
com as cores que jorram do mar tropical;
aspira o poeta, vislumbra um fanal;
num barco de rimas, prossegue a viagem;
Notícias de Bordo – essa marinhagem –
eis o pão e o vinho desse caminhar.
Já vejo o poeta seu sonho adubar:
criando cenários e cruzando lendas,
a tecer as fibras de suas contendas
nos dez de galope na beira do mar.
Notícias de Bordo, os ventos as levam;
faíscam nos mares as grandes centelhas;
as chuvas que lavam o pó dessas telhas,
aéreas notícias, que tudo elevam.
Notícias dissolvem, notícias selam
o verde da cana, o mel pelo ar –
estradas alumbram seu caminhar.
Às vezes lembranças, dum simples canto,
do vão calcinado – lições de espanto
nos dez de galope na beira do mar.
VI
A argila do poema te alucina:
é fôrma que se perde e que se firma;
desertos cravejados na retina
a sede de outros cântaros de vinho.
Um dia recolheste o tênue fio
com que se cose a pele desse rio
que deságua em teu peito em desatino
e devolve-te ao alpendre tão menino.
Mas o fulgor das dunas precipita
a fuga dos mistérios que se agitam
nas crinas do cavalo de arco-íris.
Nessa escassa colheita, o meu limite
não consegue alcançar, Linhares Filho,
o que em teu canto é tão claro convite.
Carlos Augusto Viana
que em ti incrustaram –
menino –
o exercício da contemplação.
Era uma vez o rio,
cujos líquidos movimentos
a ti revelaram
a flexura das sílabas.
E, desde então,
incansável,
passaste a soletrar
o silêncio
sob a crosta das cartilhas.
Tuas mãos –
e nem o sabias –
já se estendiam
aos Sumos do Tempo, –Tempo
de Colheita –
à Voz das Coisas,
a Andanças e Marinhagens,
a Rebuscas e Reencontros,
aos Cantos de Fuga e Ancoragem,
aos frutos de árvores outras,
numa insone semeadura.
Menino,
já te impregnavam as paisagens,
o silêncio intumescido dos afogados,
o trigo ávido de mendigos,
a serpente de cedro sorrateira,
o repentino eflúvio,
a solidão do sótão.
Menino
sabias ainda
dos navios do longe,
dos farnéis
que se evolam
das tácitas navegações.
II
Vejo-te, na noite montanhosa, –
suspensa a pena –
surpreender
o voo sinuoso das palavras,
Uma infância de pássaros
em teu alpendre musical.
Tua descoberta do verso oculto
no mofo dos baús,
no esterco das andorinhas.
A salsugem da memória.
As rugas que não se desfazem
no rosto dos antepassados.
O cedro da escada. Os tísicos passos.
A noite suspensa no olhar dos morcegos.
O verde gemido do canavial.
Vejo-te, na montanha da noite,
percorrer a sede da folha de papel.
(O vento contorce a cidade,
e o mar tem redondezas incomuns.
Onde o anzol por que pescar
os peixes dos túmidos silêncios?)
Tua busca por outras essências,
por odores outros é falta
que se converte
em inesgotável alimento.
O sal de um rio te conserva o peito.
Um navio singra tuas veias.
Águas a roça de tua canção.
Girassol,
pressentes a luz.
III
Palmilhas o pó da telha-vã
da casa onde nasceste. O vento
em ti esculpe o geométrico perfume
do pé de romã. Lavras da Mangabeira,
o augúrio emplumado
das acauãs. O sino da Matriz
trincando as manhãs. O susto
ruflado das arribaçãs. O tecido
do enigma das praias
no voo das jaçanãs. O navio
anunciado na preamar
da febre terçã. O trilo dos grilos,
o mosto da sede, o pão de teu afã.
O graal de teu pai
doado às bocas malsãs. Tua mãe
coalhando as tardes
em cores louçãs. (Ainda
hoje, desvelas-lhe os pincéis: há
uma outra tela, mais alvaçã;
e o pouso daquela ave
a inscrever-te a cambraia chã.)
Posta a mesa,
do vazio de uma cadeira evola-se
o inefável tempero da marrã.
Mas ainda florescem
o branco viçoso das dálias
e as glumas das longínquas avelãs.
Um xale se derrama
por sobre a fímbria da noite
e o negror de sua lã.
IV
As águas do poema te reinventam;
e enfloras, assim, nossos caminhos:
ânfora que és de nossa inescrutável sede.
Empresta-nos a voz,
uma vez que, na noite alta,
sílaba alguma pousa sobre o nosso sono.
Onde o encanto das grandes coisas?
Onde a solidão de lânguidos silêncios?
Onde a ironia dos segredos?
Como, então, reencontrarmos a face –
não esta, mas aquela que nos foge aos retratos?
Empresta-nos a voz, há um Deus
que em ti habita, e, em seu nome,
compões salmos e hinos;
por isso, mais nada havendo,
alguma coisa sempre há, maior,
muito maior que o simples ser.
Empresta-nos a voz, se não,
como poderemos conter
o anônimo vôo do suicida,
captar a voz das coisas,
ouvir o rumor que borbulha no intocável?
Empresta-nos a voz, o teu canteiro de orvalho,
a branca cinza do cigarro,
o anzol que espreita a palavra-peixe,
o boi mastigando um sonho antigo,
as sombras que se alastram na noite.
Bem nos ensinaste: as coisas
nos assaltam e improvisam.
V
O sopro do vento tem lá seu motor;
movendo as águas da inspiração:
farol do horizonte; navio-canção,
navega sem rumo no seu estertor.
A mão que cultiva grande dissabor
é a mesma que bebe do mel do cantar,
o sono das redes lá no copiá,
nas pautas de Lavras, deixa seu enredo;
e guarda do vento seu grande segredo
cantando galope na beira do mar.
Quem dera que a vida bordasse a paisagem
com as cores que jorram do mar tropical;
aspira o poeta, vislumbra um fanal;
num barco de rimas, prossegue a viagem;
Notícias de Bordo – essa marinhagem –
eis o pão e o vinho desse caminhar.
Já vejo o poeta seu sonho adubar:
criando cenários e cruzando lendas,
a tecer as fibras de suas contendas
nos dez de galope na beira do mar.
Notícias de Bordo, os ventos as levam;
faíscam nos mares as grandes centelhas;
as chuvas que lavam o pó dessas telhas,
aéreas notícias, que tudo elevam.
Notícias dissolvem, notícias selam
o verde da cana, o mel pelo ar –
estradas alumbram seu caminhar.
Às vezes lembranças, dum simples canto,
do vão calcinado – lições de espanto
nos dez de galope na beira do mar.
VI
A argila do poema te alucina:
é fôrma que se perde e que se firma;
desertos cravejados na retina
a sede de outros cântaros de vinho.
Um dia recolheste o tênue fio
com que se cose a pele desse rio
que deságua em teu peito em desatino
e devolve-te ao alpendre tão menino.
Mas o fulgor das dunas precipita
a fuga dos mistérios que se agitam
nas crinas do cavalo de arco-íris.
Nessa escassa colheita, o meu limite
não consegue alcançar, Linhares Filho,
o que em teu canto é tão claro convite.
Carlos Augusto Viana
segunda-feira, 2 de março de 2009
C o n v i t eA escritora e poetisa Lavrense, Hilnê Costa Lima lança na próxima quinta-feira, 05 de março, às 17h30, no Auditório Paulo Petrola, no Campus do Itaperi da Universidade Estadual do Ceará – UECE mais uma obra de sua autoria ”NOS BASTIDORES DE UM MESTRADO ACADÊMICO”. A autora e seu livro serão apresentados pelo Magnífico Reitor da UECE, Professor Francisco de Assis Moura Araripe, de quem recebemos o convite e transmitimos aqui aos prezados confrades e demais conterrâneos.
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Quem Somos?
O Brasil não tem problemas,
Só soluções adiadas
Câmara Cascudo.
O Brasil foi o último país do mundo a libertar os escravos, e, 13 de maio de 1888, retirando das fétidas senzalas e lançando nas periféricas favelas quase um milhão de afrodescendentes.
Assim, depois de Gana, floresceu a segunda maior nação negra do globo, amalgamada no cadinho da miscigenação racial, enfeixando negros, brancos, indígenas, conformando o que denominamos de raça brasileira, falando uma língua – o brasileiro.
Quem somos? Quantos somos? Quantos éramos? Negros, escravos, arrancados da África, vilipendiados por aqueles que falavam a LÍNGUA PORTUGUESA, sob a égide de um homem que falava aramaico.
Estimam em doze milhões de negros e falavam português! Todavia, 25% desta cifra, mortos nos tumbeiros, repousam nas profundezas atlânticas.
Genocídio? A cruz e o poder bélico sempre andaram entrelaçado.
Quantos foram os negros escravizados é uma indagação que nasce e morre em 1890!
Rui Barbosa, então Ministro da Fazenda, em 1890, baixou polêmico ato, que muitos consideram verdadeira supressão da história escravista brasileira.
Decreto de 14 de dezembro de 1890, regulado pela Circular nº 29, de 13.05.1891:
“Rui Barbosa, Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Fazenda e Presidente do tribunal do Tesouro Nacional: considerando que a nação brasileira, pelo mais sublime lance da sua evolução histórica, eliminou do solo da pátria a escravidão – a instituição funestíssima que por tantos anos paralisou o desenvolvimento da sociedade, inficionou-lhe a atmosfera moral;
Considerando que a República está obrigada a destruir esses vestígios por honra da pátria, e em homenagem aos nossos deveres de fraternidade e solidariedade para com a grande massa de cidadãos que pela abolição do elemento servil entraram na comunhão brasileira;
Resolve:
1º - Serão requisitados de todas as tesourarias da fazenda todos os papéis, livros e documentos existentes nas repartições do Ministério da Fazenda, relativos ao elemento servil, matrícula dos escravos, dos ingênuos, filhos livres de mulher escrava e libertos sexagenários, que deveram ser sem demora remetidos a esta capital e reunidos em lugar apropriado da Recebedoria.
2º - Uma comissão composta do senhor João Fernandes Clapp, Presidente da Confederação Abolicionista, e do administrador da Recebedoria desta capital, dirigirá a arrecadação dos referidos livros e papéis e procederá a queima e destruição imediata, que se fará na casa da máquina da Alfândega desta capital, pelo modo que mais conveniente à comissão.”
Registros de um genocídio, que devastou a população do continente africano, foram incinerados nos fornos do Império.
Quem somos hoje?
Hoje, somos um país de vastidão continental com imensas dificuldades, pós-colonialistas, recuperando níveis educacionais, culturais, econômicos, atingindo cerca de 200.000.000 habitantes, procurando-se resgatar os seculares prejuízos ocasionados pela infâmia da escravidão negra e indígena. Quase meio milênio de exploração sistemática, recebendo a escória européia!
As gerações atuais estão desenvolvendo um país do futuro com linguajar próprio, participativo no contexto desta Aldeia Global, único no entrelaçamento racial, capaz de encontrar permanente equilíbrio vivencial.
E que idioma falamos?
As línguas dos países sofrem permanentes mutações e muitas delas desaparecem no curso do processo civilizatório com a queda dos impérios.
Analisaremos algumas realidades:
PAÍS POPULAÇÃO ÁREA/Km
Brasil 200.000.000 8.530.000
Moçambique 19.000.000 800.000
Angola 13.000.000 1.246.700
Portugal 10.000.000 92.000
Guiné-Bissau 1.300.000 36.000
Timor Leste 750.000 14.000
Macau 445.000 25,4
São Tomé e Príncipe 181.000 1.000
Vejamos, que somos cerca de 200 milhões de almas, falando e escrevendo o brasileiro com seus modismo e idiossincrasias.
Estamos construindo nossa modernidade, reunindo valores extraídos dessa miscelânea de povos e gentes, que estratificam esta Torre de Babel, que se chama Brasil.
Lusofonia é uma palavra restritiva, que concerne exclusivamente a Portugal, ao contrário da Commonwealth, que se projeta além Inglaterra, relembrando-se a tentativa da França com sua Francofonia, se debruçando nas ex-colônias.
Vislumbra-se que Portugal procura ligar-se as ex-colônias pelos laços da portuguesa saudade, da história e de um Passado, que passou!
Se Pombal vivesse hoje e quisesse impor uma unidade lingüística, via clero, abraçando o latim, suprimindo as línguas nativas, seria um personagem quixotesco da comunicação globalizante.
O português é a resultante do latim vulgar, outrora falado na Lusitânia durante a ocupação romana, revigorante no interregno de oito séculos da dominação árabe.
O Brasil não é uma elite branca!
É um universo negro, mestiço, mameluco, indigena, cafuso, jogado nos sertões ínvios da pobreza e alienados nas favelas, realidade que nós temos que resgatar, convidando-os a mesa de cidadania.
Não basta fazer intransponíveis acordos e desacordos ortográficos, que se circunscrevem a retórica das vaidades!
O Chile detém dois prêmios Nobel de Literatura – Gabriela Mistral e Pablo Neruda, que desenvolveram suas obras na unidade da língua hispânica.
O que será da Língua Portuguesa se não nos reunirmos em torno da realidade, examinando-a sob o foco da dialética da diferença?
Fortaleza, 15 de abril de 2008.
Dr. José Carlos Gentili.
Presidente da Academia de Letras de Brasília.
Só soluções adiadas
Câmara Cascudo.
O Brasil foi o último país do mundo a libertar os escravos, e, 13 de maio de 1888, retirando das fétidas senzalas e lançando nas periféricas favelas quase um milhão de afrodescendentes.
Assim, depois de Gana, floresceu a segunda maior nação negra do globo, amalgamada no cadinho da miscigenação racial, enfeixando negros, brancos, indígenas, conformando o que denominamos de raça brasileira, falando uma língua – o brasileiro.
Quem somos? Quantos somos? Quantos éramos? Negros, escravos, arrancados da África, vilipendiados por aqueles que falavam a LÍNGUA PORTUGUESA, sob a égide de um homem que falava aramaico.
Estimam em doze milhões de negros e falavam português! Todavia, 25% desta cifra, mortos nos tumbeiros, repousam nas profundezas atlânticas.
Genocídio? A cruz e o poder bélico sempre andaram entrelaçado.
Quantos foram os negros escravizados é uma indagação que nasce e morre em 1890!
Rui Barbosa, então Ministro da Fazenda, em 1890, baixou polêmico ato, que muitos consideram verdadeira supressão da história escravista brasileira.
Decreto de 14 de dezembro de 1890, regulado pela Circular nº 29, de 13.05.1891:
“Rui Barbosa, Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Fazenda e Presidente do tribunal do Tesouro Nacional: considerando que a nação brasileira, pelo mais sublime lance da sua evolução histórica, eliminou do solo da pátria a escravidão – a instituição funestíssima que por tantos anos paralisou o desenvolvimento da sociedade, inficionou-lhe a atmosfera moral;
Considerando que a República está obrigada a destruir esses vestígios por honra da pátria, e em homenagem aos nossos deveres de fraternidade e solidariedade para com a grande massa de cidadãos que pela abolição do elemento servil entraram na comunhão brasileira;
Resolve:
1º - Serão requisitados de todas as tesourarias da fazenda todos os papéis, livros e documentos existentes nas repartições do Ministério da Fazenda, relativos ao elemento servil, matrícula dos escravos, dos ingênuos, filhos livres de mulher escrava e libertos sexagenários, que deveram ser sem demora remetidos a esta capital e reunidos em lugar apropriado da Recebedoria.
2º - Uma comissão composta do senhor João Fernandes Clapp, Presidente da Confederação Abolicionista, e do administrador da Recebedoria desta capital, dirigirá a arrecadação dos referidos livros e papéis e procederá a queima e destruição imediata, que se fará na casa da máquina da Alfândega desta capital, pelo modo que mais conveniente à comissão.”
Registros de um genocídio, que devastou a população do continente africano, foram incinerados nos fornos do Império.
Quem somos hoje?
Hoje, somos um país de vastidão continental com imensas dificuldades, pós-colonialistas, recuperando níveis educacionais, culturais, econômicos, atingindo cerca de 200.000.000 habitantes, procurando-se resgatar os seculares prejuízos ocasionados pela infâmia da escravidão negra e indígena. Quase meio milênio de exploração sistemática, recebendo a escória européia!
As gerações atuais estão desenvolvendo um país do futuro com linguajar próprio, participativo no contexto desta Aldeia Global, único no entrelaçamento racial, capaz de encontrar permanente equilíbrio vivencial.
E que idioma falamos?
As línguas dos países sofrem permanentes mutações e muitas delas desaparecem no curso do processo civilizatório com a queda dos impérios.
Analisaremos algumas realidades:
PAÍS POPULAÇÃO ÁREA/Km
Brasil 200.000.000 8.530.000
Moçambique 19.000.000 800.000
Angola 13.000.000 1.246.700
Portugal 10.000.000 92.000
Guiné-Bissau 1.300.000 36.000
Timor Leste 750.000 14.000
Macau 445.000 25,4
São Tomé e Príncipe 181.000 1.000
Vejamos, que somos cerca de 200 milhões de almas, falando e escrevendo o brasileiro com seus modismo e idiossincrasias.
Estamos construindo nossa modernidade, reunindo valores extraídos dessa miscelânea de povos e gentes, que estratificam esta Torre de Babel, que se chama Brasil.
Lusofonia é uma palavra restritiva, que concerne exclusivamente a Portugal, ao contrário da Commonwealth, que se projeta além Inglaterra, relembrando-se a tentativa da França com sua Francofonia, se debruçando nas ex-colônias.
Vislumbra-se que Portugal procura ligar-se as ex-colônias pelos laços da portuguesa saudade, da história e de um Passado, que passou!
Se Pombal vivesse hoje e quisesse impor uma unidade lingüística, via clero, abraçando o latim, suprimindo as línguas nativas, seria um personagem quixotesco da comunicação globalizante.
O português é a resultante do latim vulgar, outrora falado na Lusitânia durante a ocupação romana, revigorante no interregno de oito séculos da dominação árabe.
O Brasil não é uma elite branca!
É um universo negro, mestiço, mameluco, indigena, cafuso, jogado nos sertões ínvios da pobreza e alienados nas favelas, realidade que nós temos que resgatar, convidando-os a mesa de cidadania.
Não basta fazer intransponíveis acordos e desacordos ortográficos, que se circunscrevem a retórica das vaidades!
O Chile detém dois prêmios Nobel de Literatura – Gabriela Mistral e Pablo Neruda, que desenvolveram suas obras na unidade da língua hispânica.
O que será da Língua Portuguesa se não nos reunirmos em torno da realidade, examinando-a sob o foco da dialética da diferença?
Fortaleza, 15 de abril de 2008.
Dr. José Carlos Gentili.
Presidente da Academia de Letras de Brasília.
PARABÉNS AO NOSSO PRESIDENTE DE HONRA
Hoje, 28 de fevereiro, a Academia Lavrense de Letras teve a honra de comemorar o aniversário do acadêmico mais ilustre e querido por todos. O grande poeta e mestre Linhares Filho. O evento foi uma iniciativa do presidente da Academia Dimas Macedo. A comemoração teve como palco o Pianos Bar do Ideal Clube e contou com a presença de grande parte da ALL, do presidente da Academia Cearense de Letras, os familiares do aniversariante e alguns intelectuias cearense. Queremos parabenizar o nosso conterrâneo, desejando-lhe muitos anos de vida com muita saúde e muita lucidez.
domingo, 15 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Palavras na Instalação da Academia Lavrense de Letras

* Discurso proferido pelo
Acadêmico Linhares Filho
(Presidente de Honra da Academia)
por ocasião da Instalação da ALL
em Lavras no dia 13 - dez - 2008.
Agradeço intensamente a gentileza de meus pares de conceder-me a palavra nesta solenidade, quando outros mais aquinhoados de eloqüência, mais sabedores da História de nossa Terra e mais próximos dos fatos da modernidade lavrense melhor se desincumbiriam da presente tarefa. Atribuo a concessão, como outras dos meus consócios a mim, a uma gentil deferência à idade, que poucos como eu atingiram em nossa Academia, e ao amor que indiscutivelmente cantei mais que outros a Lavras.
[......] ó céu!
Ó campo! Ó canção! A ciência
Pesa tanto e a vida é tão breve!
Entrai por mim dentro! Tornai
Minha alma a vossa sombra leve!
Depois, levando-me, passai!
Esses versos neossimbolistas, catárticos e algo obscuros de Fernando Pessoa, ouvidos agora, quando nos deparamos com a simplicidade, o bucolismo, a leveza do ambiente sertanejo de nossa Lavras, vindos que somos de um meio pesado de especulações e recursos civilizacionais, soam, de algum modo, adequados para traduzir, em sua opacidade, os nossos sentimentos, diante de certa inefabilidade destes, entre os quais está o complexo enlevo de nossa alma que, reencontrada com o chão nativo de nossa saudade, tende a levitar e, entre apóstrofes afetivas, transcender, para, depois de beijar o nosso torrão e abraçar o nosso povo, tentar livrar-se, por um instante, da ciência que nos encanta mas nos inquieta, e reviver a insciência do éden de nossa infância, quando éramos felizes e não sabíamos que o éramos.
Escreveu o poeta português, antes dos citados versos, dirigindo-se à ceifeira: “Ah, poder ser tu sendo eu! / Ter a tua alegre inconsciência, / E a consciência disso!” Impossível, embora legítima, a realização desses desejos do eu lírico, por implicarem uma complexidade paradoxal, se bem que expressiva. Por isso é que ele apela para a remediadora solução do onírico poético, que se encontra no bucólico primeiro trecho citado. E, assim, Pessoa abre caminho para o milagre criativo da conciliação do saber com o não-saber, da ciência da capital, onde residimos, com a relativa inocência deste ambiente da antiga infância, a fim de conseguir-se a realização humana, a felicidade, a plenitude do Ser, as quais o espírito de nossa Academia perenemente buscará, pois queremos unir o litoral ao sertão, a metrópole ao interior, o desenvolvimento da grande urbe à simplicidade do campo e da pequena cidade, não obstante desejarmos esta sempre mais desenvolvida.
Tudo se deve à inquietação fecunda e à coragem empreendedora do poeta conterrâneo Dimas Macedo, que concebeu a idéia da Academia Lavrense de Letras, conseguiu convencer um pugilo de intelectuais da necessidade da criação desta entidade, fez a idéia transmitir-se aos demais integrantes do sodalício, e eis-nos aqui, inaugurando-o em nossa Terra, sob as bênçãos de Deus, do Padroeiro São Vicente Ferrer e sob os auspícios da Exma. Sra. Prefeita Edenilda Lopes de Oliveira Souza, da Câmara dos Vereadores do Município, e contando com o apoio de políticos influentes e conterrâneos como Eunício Oliveira e Heitor Férrer. Era preciso que uma personalidade como a do poeta, crítico literário e historiador Dimas Macedo, homem cheio de amor a esta Terra, movesse, com a sua sensibilidade, o seu idealismo e a sua ação dinâmica, os seus pares, para que esta Academia se tornasse realidade, confirmando-se, desse modo, a herança recebida da veia poética de seu pai, José Lobo de Macedo (Zito Lobo), da têmpera e do talento de seu avô, Antônio Lobo de Macedo (Lobo Manso) e da competência e erudição do seu tio Joaquim Lobo de Macedo (Joaryvar Macedo).
Lembremos que não só a poesia de Dimas Macedo revela o seu amoroso culto a esta gleba, mas também o livro Lavras da Mangabeira: roteiros e evocações, um verdadeiro cancioneiro de nossa cidade, acrescido de pensamentos de autores insignes sobre ela, e ainda o volume Lavrenses Ilustres, repositório histórico-biográfico, que justifica sobejamente a criação de uma Academia de Letras como esta, com patronos e membros ilustres, que fazem desta Terra uma Atenas cearense. Faça-se justiça aos ilustres nomes dos assessores diretos do Presidente, João Gonçalves de Lemos, Gilson Batista Maciel, Mário Bezerra Fernandes e Jeová Batista de Moura, integrantes da Diretoria da entidade, que contribuíram decisivamente para que ela se criasse.
Os participantes deste sodalício queremos conciliar o erudito com o popular, a teoria acadêmica com o “saber de experiência feito”, abrigando em nosso quadro de sócios tanto o graduado como o pós-graduado universitários, tanto o artista das diversas belas artes como o autodidata e o formado na escola empírica da vida. “E o pensar que a Terra formou”, conforme canto no nosso hino valorizado com a bela música do compositor Nonato Luiz, foi aventurar-se pelos meandros da civilização e ilustrar-se nos campos de Minerva (ou Palas-Atena). Esse pensar é o de todos nós, que abrigamos na pele e no sangue a luz e o calor de Apolo, colhidos nesta Terra tropical, calcinada e sofrida, mas lutadora e tenaz, para que brilhássemos longe dos nossos pagos, dos campos de cujos produtos Ceres e Diana nos alimentaram. Mas também nos banhamos com a água abençoada e fecunda do Rio Salgado, que mais parece haver nascido de uma patada do Pégaso, atualizando entre nós o feito praticado no monte Hélicon, da Beócia, para dar-nos a força do estro que nos torna criadores na Ciência, nas Letras e na Arte. Aliás, podemos também encarar o nosso rio segundo a ótica do poeta Francisco Carvalho, que escreveu:
Lavras é um mito que o Salgado banha
com seu rumor de pífaro e realejo.
[...]
Rio que embala um pégaso na entranha
fecundada de esperma benfazejo.
A chama olímpica e apolínea que daqui levamos a meios adiantados, progressistas, para que mais luzisse em nós e iluminasse outros ambientes, aqui trazemos hoje para, transfigurada, ser alçada bem alto na pira do nosso devotamento à Terra do nosso berço. De fato ofertamos a esta o grande clarão em que se transformou aquela chama, formada em nós com o sol e a energia de Lavras, cada vez mais em nós potencializados. Por isso é que rogamos:
Ó sol de Lavras, já desde a infância
por ti queimados, nos fertilizes,
para que a força de nossa ânsia
de criar nos faça sempre felizes.
Alguns se lembram, como eu, de que os rapazes do tiro de guerra daqui e de antanho, comandados pelo Sargento Valdemar, cantavam e assoviavam, pelas ruas da cidade, no alvorecer do dia, saudando o sol nascente com estes versos: “Viva o Sol do céu de nossa Terra! / Vem surgindo por trás da linda serra!” Essa evocação mistura-se a uma outra, a das alvoradas das festas do Padroeiro, e uma e outra lembrança, surgidas de ocorrências que embalaram musicalmente o despertar do nosso sono de meninos, unem, de modo sinestésico, sons e imagens, para, neste momento em que cantamos o sol que nos encanta, se transformarem em vislumbres ensolarados de uma nova era para a Cultura e a vida desta cidade.
Se ao Rio Salgado podemos confidenciar as nossas mágoas pela paradoxal doçura de suas águas salobras, quase da mesma natureza das lágrimas, ao sol de Lavras podemos contar as nossas vitórias, por ele ser, quase constantemente, pelo seu brilho, uma apoteose.
Um comportamento solidário e ontológico é o que adotamos, inspirados na concepção cristã Ut omnes unum sint (“Para que todos sejam um”) e na categoria existencial-ontológica de Heidegger: o Mitsein (“Ser-com-alguém”; por extensão, “Ser-com-os-outros”). Por isso é que se afirma em nosso hino: “Ser um com os outros é o nosso lema.” E entrevemos a transmissão de valores dos maiores aos mais novos na tridimensionalidade do tempo, rio que se confunde com o Salgado, fluindo em nós, lavrenses, do ontem para o hoje e do hoje para o amanhã:
Se em nosso peito corre o Salgado,
é bela a herança dos que virão.
E sob as bênçãos do antepassado
há de surgir perfeita a criação.
Cada um de nós, acadêmicos, cultua o patrono de sua Cadeira, mas também, na vibração do sangue que corre em nossas veias, reverencia o ícone, o oráculo de sua família, aquele que, pelo exemplo do caráter ilibado, se apresenta como paradigma de conduta de seus descendentes. No meu caso, evoco a figura do filólogo, orador e poeta Joel de Lima Linhares, patrono de minha Cadeira, como valor intelectual; e a personalidade ímpar de meu pai, o farmacêutico Dr. José Gonçalves Linhares, antigo prefeito desta cidade, político, humanista, mas sobretudo homem de ciência, que soube distribuir aos concidadãos uma assistência responsável no exercício criterioso da profissão, e impôs-se no seio da família como um chefe honrado e cheio de virtude, por isso mantendo em meu peito uma herma de luz, que a cidade não lhe erigiu de bronze, como o merecia.
Escreveu José Saramago no seu Memorial do Convento: “Tudo no mundo está dando respostas, o que demora é o tempo das perguntas.” Exma. Sra. Prefeita, para que o tempo das perguntas não demore mais, a V. Exa. que conseguiu reeleger-se devido à destacada administração do seu mandato anterior, ouso inquirir: por que não se construir um balneário junto ao Boqueirão que representa todo o anseio da terra: o dar, o florescer, como concebi num poema e, “aberto inteiro ao céu” coloca-se, junto com São Vicente, junto a nós, constantemente “pregando um amor candente”? E por que não construir na cidade um hotel municipal, empreendimento que, como o balneário, iria desenvolver o turismo aqui, reafirmando a nossa vocação telúrica para a hospitalidade? Sabemos que essas sugestões, Sra. Prefeita, desde há muito se encontram no consciente ou no inconsciente de lavrenses...
Esta Academia não é uma entidade político-partidária, mas nos atribuímos o exercício de uma política construtiva de vigilância, a favor da preservação e do fomento da cultura, dos princípios humanísticos e democráticos de nossa Terra, que aqui e alhures é tão decantada pela voz dos seus poetas, imaginada e reinventada pela verve dos seus ficcionistas, documentada pela acurada pesquisa dos seus historiadores, abençoada e catequizada pela missão evangelizadora dos seus religiosos, celebrizada pelo trabalho competente dos seus homens de ciência. Por isso é que “De nossa Lavras o crivo / levamos a toda parte”, e “espalhamos uns resplendores / no litoral e pelos sertões.”
Senhoras e senhores, falo em nome dos integrantes da Academia Lavrense de Letras. A nossa sensibilidade de filhos amorosos de Lavras, território que sintetiza para nós o Ceará e o Brasil, pressente, neste momento histórico de nossa vida, que a terra, a água, o fogo e o ar desta Natureza agreste mas por outro lado dadivosa, e que está em nós, querem falar-nos mas não acham palavras. No entanto lemos, na inefabilidade revelada pelo silêncio dos elementos naturais e de todas as coisas de nossa Terra, que ela nos acolhe, nos ama, nos perdoa e nos glorifica como mãe extremosa, que de nós só merece defesa, saudade, amor e veneração agora e para todo o sempre.
Agradeço intensamente a gentileza de meus pares de conceder-me a palavra nesta solenidade, quando outros mais aquinhoados de eloqüência, mais sabedores da História de nossa Terra e mais próximos dos fatos da modernidade lavrense melhor se desincumbiriam da presente tarefa. Atribuo a concessão, como outras dos meus consócios a mim, a uma gentil deferência à idade, que poucos como eu atingiram em nossa Academia, e ao amor que indiscutivelmente cantei mais que outros a Lavras.
[......] ó céu!
Ó campo! Ó canção! A ciência
Pesa tanto e a vida é tão breve!
Entrai por mim dentro! Tornai
Minha alma a vossa sombra leve!
Depois, levando-me, passai!
Esses versos neossimbolistas, catárticos e algo obscuros de Fernando Pessoa, ouvidos agora, quando nos deparamos com a simplicidade, o bucolismo, a leveza do ambiente sertanejo de nossa Lavras, vindos que somos de um meio pesado de especulações e recursos civilizacionais, soam, de algum modo, adequados para traduzir, em sua opacidade, os nossos sentimentos, diante de certa inefabilidade destes, entre os quais está o complexo enlevo de nossa alma que, reencontrada com o chão nativo de nossa saudade, tende a levitar e, entre apóstrofes afetivas, transcender, para, depois de beijar o nosso torrão e abraçar o nosso povo, tentar livrar-se, por um instante, da ciência que nos encanta mas nos inquieta, e reviver a insciência do éden de nossa infância, quando éramos felizes e não sabíamos que o éramos.
Escreveu o poeta português, antes dos citados versos, dirigindo-se à ceifeira: “Ah, poder ser tu sendo eu! / Ter a tua alegre inconsciência, / E a consciência disso!” Impossível, embora legítima, a realização desses desejos do eu lírico, por implicarem uma complexidade paradoxal, se bem que expressiva. Por isso é que ele apela para a remediadora solução do onírico poético, que se encontra no bucólico primeiro trecho citado. E, assim, Pessoa abre caminho para o milagre criativo da conciliação do saber com o não-saber, da ciência da capital, onde residimos, com a relativa inocência deste ambiente da antiga infância, a fim de conseguir-se a realização humana, a felicidade, a plenitude do Ser, as quais o espírito de nossa Academia perenemente buscará, pois queremos unir o litoral ao sertão, a metrópole ao interior, o desenvolvimento da grande urbe à simplicidade do campo e da pequena cidade, não obstante desejarmos esta sempre mais desenvolvida.
Tudo se deve à inquietação fecunda e à coragem empreendedora do poeta conterrâneo Dimas Macedo, que concebeu a idéia da Academia Lavrense de Letras, conseguiu convencer um pugilo de intelectuais da necessidade da criação desta entidade, fez a idéia transmitir-se aos demais integrantes do sodalício, e eis-nos aqui, inaugurando-o em nossa Terra, sob as bênçãos de Deus, do Padroeiro São Vicente Ferrer e sob os auspícios da Exma. Sra. Prefeita Edenilda Lopes de Oliveira Souza, da Câmara dos Vereadores do Município, e contando com o apoio de políticos influentes e conterrâneos como Eunício Oliveira e Heitor Férrer. Era preciso que uma personalidade como a do poeta, crítico literário e historiador Dimas Macedo, homem cheio de amor a esta Terra, movesse, com a sua sensibilidade, o seu idealismo e a sua ação dinâmica, os seus pares, para que esta Academia se tornasse realidade, confirmando-se, desse modo, a herança recebida da veia poética de seu pai, José Lobo de Macedo (Zito Lobo), da têmpera e do talento de seu avô, Antônio Lobo de Macedo (Lobo Manso) e da competência e erudição do seu tio Joaquim Lobo de Macedo (Joaryvar Macedo).
Lembremos que não só a poesia de Dimas Macedo revela o seu amoroso culto a esta gleba, mas também o livro Lavras da Mangabeira: roteiros e evocações, um verdadeiro cancioneiro de nossa cidade, acrescido de pensamentos de autores insignes sobre ela, e ainda o volume Lavrenses Ilustres, repositório histórico-biográfico, que justifica sobejamente a criação de uma Academia de Letras como esta, com patronos e membros ilustres, que fazem desta Terra uma Atenas cearense. Faça-se justiça aos ilustres nomes dos assessores diretos do Presidente, João Gonçalves de Lemos, Gilson Batista Maciel, Mário Bezerra Fernandes e Jeová Batista de Moura, integrantes da Diretoria da entidade, que contribuíram decisivamente para que ela se criasse.
Os participantes deste sodalício queremos conciliar o erudito com o popular, a teoria acadêmica com o “saber de experiência feito”, abrigando em nosso quadro de sócios tanto o graduado como o pós-graduado universitários, tanto o artista das diversas belas artes como o autodidata e o formado na escola empírica da vida. “E o pensar que a Terra formou”, conforme canto no nosso hino valorizado com a bela música do compositor Nonato Luiz, foi aventurar-se pelos meandros da civilização e ilustrar-se nos campos de Minerva (ou Palas-Atena). Esse pensar é o de todos nós, que abrigamos na pele e no sangue a luz e o calor de Apolo, colhidos nesta Terra tropical, calcinada e sofrida, mas lutadora e tenaz, para que brilhássemos longe dos nossos pagos, dos campos de cujos produtos Ceres e Diana nos alimentaram. Mas também nos banhamos com a água abençoada e fecunda do Rio Salgado, que mais parece haver nascido de uma patada do Pégaso, atualizando entre nós o feito praticado no monte Hélicon, da Beócia, para dar-nos a força do estro que nos torna criadores na Ciência, nas Letras e na Arte. Aliás, podemos também encarar o nosso rio segundo a ótica do poeta Francisco Carvalho, que escreveu:
Lavras é um mito que o Salgado banha
com seu rumor de pífaro e realejo.
[...]
Rio que embala um pégaso na entranha
fecundada de esperma benfazejo.
A chama olímpica e apolínea que daqui levamos a meios adiantados, progressistas, para que mais luzisse em nós e iluminasse outros ambientes, aqui trazemos hoje para, transfigurada, ser alçada bem alto na pira do nosso devotamento à Terra do nosso berço. De fato ofertamos a esta o grande clarão em que se transformou aquela chama, formada em nós com o sol e a energia de Lavras, cada vez mais em nós potencializados. Por isso é que rogamos:
Ó sol de Lavras, já desde a infância
por ti queimados, nos fertilizes,
para que a força de nossa ânsia
de criar nos faça sempre felizes.
Alguns se lembram, como eu, de que os rapazes do tiro de guerra daqui e de antanho, comandados pelo Sargento Valdemar, cantavam e assoviavam, pelas ruas da cidade, no alvorecer do dia, saudando o sol nascente com estes versos: “Viva o Sol do céu de nossa Terra! / Vem surgindo por trás da linda serra!” Essa evocação mistura-se a uma outra, a das alvoradas das festas do Padroeiro, e uma e outra lembrança, surgidas de ocorrências que embalaram musicalmente o despertar do nosso sono de meninos, unem, de modo sinestésico, sons e imagens, para, neste momento em que cantamos o sol que nos encanta, se transformarem em vislumbres ensolarados de uma nova era para a Cultura e a vida desta cidade.
Se ao Rio Salgado podemos confidenciar as nossas mágoas pela paradoxal doçura de suas águas salobras, quase da mesma natureza das lágrimas, ao sol de Lavras podemos contar as nossas vitórias, por ele ser, quase constantemente, pelo seu brilho, uma apoteose.
Um comportamento solidário e ontológico é o que adotamos, inspirados na concepção cristã Ut omnes unum sint (“Para que todos sejam um”) e na categoria existencial-ontológica de Heidegger: o Mitsein (“Ser-com-alguém”; por extensão, “Ser-com-os-outros”). Por isso é que se afirma em nosso hino: “Ser um com os outros é o nosso lema.” E entrevemos a transmissão de valores dos maiores aos mais novos na tridimensionalidade do tempo, rio que se confunde com o Salgado, fluindo em nós, lavrenses, do ontem para o hoje e do hoje para o amanhã:
Se em nosso peito corre o Salgado,
é bela a herança dos que virão.
E sob as bênçãos do antepassado
há de surgir perfeita a criação.
Cada um de nós, acadêmicos, cultua o patrono de sua Cadeira, mas também, na vibração do sangue que corre em nossas veias, reverencia o ícone, o oráculo de sua família, aquele que, pelo exemplo do caráter ilibado, se apresenta como paradigma de conduta de seus descendentes. No meu caso, evoco a figura do filólogo, orador e poeta Joel de Lima Linhares, patrono de minha Cadeira, como valor intelectual; e a personalidade ímpar de meu pai, o farmacêutico Dr. José Gonçalves Linhares, antigo prefeito desta cidade, político, humanista, mas sobretudo homem de ciência, que soube distribuir aos concidadãos uma assistência responsável no exercício criterioso da profissão, e impôs-se no seio da família como um chefe honrado e cheio de virtude, por isso mantendo em meu peito uma herma de luz, que a cidade não lhe erigiu de bronze, como o merecia.
Escreveu José Saramago no seu Memorial do Convento: “Tudo no mundo está dando respostas, o que demora é o tempo das perguntas.” Exma. Sra. Prefeita, para que o tempo das perguntas não demore mais, a V. Exa. que conseguiu reeleger-se devido à destacada administração do seu mandato anterior, ouso inquirir: por que não se construir um balneário junto ao Boqueirão que representa todo o anseio da terra: o dar, o florescer, como concebi num poema e, “aberto inteiro ao céu” coloca-se, junto com São Vicente, junto a nós, constantemente “pregando um amor candente”? E por que não construir na cidade um hotel municipal, empreendimento que, como o balneário, iria desenvolver o turismo aqui, reafirmando a nossa vocação telúrica para a hospitalidade? Sabemos que essas sugestões, Sra. Prefeita, desde há muito se encontram no consciente ou no inconsciente de lavrenses...
Esta Academia não é uma entidade político-partidária, mas nos atribuímos o exercício de uma política construtiva de vigilância, a favor da preservação e do fomento da cultura, dos princípios humanísticos e democráticos de nossa Terra, que aqui e alhures é tão decantada pela voz dos seus poetas, imaginada e reinventada pela verve dos seus ficcionistas, documentada pela acurada pesquisa dos seus historiadores, abençoada e catequizada pela missão evangelizadora dos seus religiosos, celebrizada pelo trabalho competente dos seus homens de ciência. Por isso é que “De nossa Lavras o crivo / levamos a toda parte”, e “espalhamos uns resplendores / no litoral e pelos sertões.”
Senhoras e senhores, falo em nome dos integrantes da Academia Lavrense de Letras. A nossa sensibilidade de filhos amorosos de Lavras, território que sintetiza para nós o Ceará e o Brasil, pressente, neste momento histórico de nossa vida, que a terra, a água, o fogo e o ar desta Natureza agreste mas por outro lado dadivosa, e que está em nós, querem falar-nos mas não acham palavras. No entanto lemos, na inefabilidade revelada pelo silêncio dos elementos naturais e de todas as coisas de nossa Terra, que ela nos acolhe, nos ama, nos perdoa e nos glorifica como mãe extremosa, que de nós só merece defesa, saudade, amor e veneração agora e para todo o sempre.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
sábado, 31 de janeiro de 2009
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Academia Lavrense de Letras entrega Diploma e Medalha a Dona Argentina.
Emoções as experimentamos na Casa da novel acadêmica Argentina Gomes de Morais...que ali estivemos (18.01.2009) para a agradável missão de entregar-lhe o Diploma e o Medalhão Acadêmico, declarando-a empossada na Cadeira 30 que tem como Patrono outra veneranda senhora, Julieta de Macedo Filgueiras. João, Gilson, Mário e Jeová presenteamos a Escritora Argentina, no aniversário de seus 95 anos, além desses simbolos acadêmicos, com flores, significando benquerença, e com um abraço, expressando o propósito de todos nós em reconhecermos Lavras da Mangabeira como potencial intelectual oferecido ao Brasil e ao Mundo, produto da inteligencia gerada no Vale do Salgado, "sob a inspiração e liderança do poeta Dimas Macedo". Elegante, Dona Argentina recebeu o Diploma das mãos de seu filho mais velho, Osvaldo Gomes de Holanda, e o Medalhão Acadêmico de seu bisneto mais novo, Carlos Eduardo de Macedo Gomes, gestos que envolveram todos os familiares, significando que esse máximo e esse minimo deixam todos iguais no amor! Um ambiente verdadeiramente acolhedor e que nos permitiu sentir da familia! Parabens!
Texto: João Gonçalves de Lemos.

Foto para história: Dona Argentina, filhos, noras, netos, bisnetos e confrades.
Dona Argentina, Gilson Maciel, João de Lemos, Mário Bezerra, Jeová Batista, Carlinhos, Osvaldo, Carlos Eduardo, Carlos Henrique.
O vice-presidente da ALL, João de Lemos, falando em nome dos acadêmicos.
O neto, Carlinhos Gomes, agradecendo em nome da família tão importante homenagem.O secretário geral da Academia, Jeová Batista, entregando a D. Argentina um bouquet de rosas. Presente da Academia Lavrense de Letras.
Dona Argentina e o neto Carlinhos orgulhosos exibem o diploma da Academia.
Dona Argentina com os filhos: José Holanda, Antônio Gomes, Osvaldo e o confrade João de Lemos.
Aniversário de 96 anos da acadêmica Argentina Holanda, uma comemoração em família e com alguns confrades.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Neutrocovardia, um outro nome para conivência - Por Emerson Monteiro
Quase nunca as bases decidem mudanças e ficam perplexas diante dos acontecimentos. Salsas. Tangos. Rumbas. Cumbias. Rocks. Merengues. Teatros. Cinemas. Shows de sangria nas calçadas. Povo correndo. Sirenes gritando. Pavor. Desengonço. Trepidação de carros em disparada. Canhões. Movimentos de tropas. Torturas. Escamoteios. Foguetes. Violência. Violência em vários graus. Ignorância dos subúrbios em xeque. Esgotos a céu aberto. Crianças catando lixo envelhecido nas colinas de urubus em festa. Portas fechadas e dramas repetitivos nas telas de ricaços embrutecidos pela gorda indiferença. Os homens. As mulheres. Seres humanos que descem e sobem nos elevadores do poder, indiferentes aos apelos ensurdecidos de anúncios espalhados aos quatro ventos. Tortas recheadas de fel em doses duplas. Noites amarelecidas em lençóis mornos. Amargor na boca do estômago. Existências vazias. Tortos caminhos de iguais existências amorfas, melancólicas, ausentes de atitude. O calor das muriçocas em forma de ventiladores zoadentos. Luares românticos, ineficientes, suores de cólica. Impotência visceral. Apenas fatais e sujos magros heróis de fancaria. Vilões de si mesmos. Fantoches do destino. Profetas da carência de sentido em tudo no carrossel ensandecido. Poetas derrotistas da desesperança. Uma doença antiga, tão antiga quanto presente em todas as épocas da humanidade. A inútil dor alheia que não consome os outros, porém que mata sem pedir a conta dos circunstantes em volta, indecisos, covalentes de chanchada, adiposos asmáticos em turmas pecaminosas. Autores de bombardeios que assassinam crianças. Monstros noturnos que jogam nas mesmas máquinas eletrônicas que espalham a droga nos puteiros e nos salões ilustrados da burguesia subserviente. Valores espumosos das canastras das ruas descalças. Pruridos vãos dos traços cruéis nas superpotências e suas atitudes pecaminosas. Diante de tanto amargor, as traças carcomem os seus filhotes, exemplos de uma raça que se vitima, na fila dos amargurados torpores, hemoptises, flatulências, incólumes, no entanto, sintomas do mal dos milênios. Solidariedade vadia, leviandade doentia, justificativa injusta, toneladas de gastos e os pacientes alarmados batendo palmas ao espetáculo de pão azedo e circo silencioso, que repete a história das almas que se locupletam, os neutrocovardes decantados antigamente, criaturas esdrúxulas e nefastas, alimentadas de lama podre, resistentes aos instintos de conservação e sobrevivência da espécie.
sábado, 10 de janeiro de 2009
Mensagem uma Rosa.
Carissima Rosa Firmo,
Chego depois do tempo...que não o controlei...mas ainda em tempo para desejar-lhe muitos e muitos anos de vida, realizando seus projetos e vivendo plena felicidade pessoal...com seus familiares e amigos, pois ninguém é feliz sozinho. A esta mensagem alguns colegas da ALL, em reunião pela manhã, também a Cristina Maria, associaram-se no regozijo pela sua data natalicia com votos para que se repita muitas e muitas vezes e estou certo de que, se outros colegas estivessem presentes, expressariam o mesmo sentimento.
Um cordial abraço acadêmico.
João G. de Lemos
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
ANIVERSARIANTE DO MÊS
Uma das grandes bênçãos da vida é experimentar da sua amizade.Aniversariar é uma amostra das oportunidades que temos de aprender com você o verdadeiro sentido de amizade.
Hoje, mais um a janela se abre diante dos nossos olhos, mais um espinho foi retirado da flor, restando apenas a beleza de tão bela data. O dia do seu aniversário.
Continue firme pelos caminhos da virilidade e suas verdades.
Continue trilhando pelos vales da vida, espalhando rosas pelo seu caminho, pois um dia encontrarás o mais belo jardim, o jardim que certamente trará seu nome. Você é Rosa e é firme. Você é a Rosa Firmo.
Desejamos um caminhão de rosas para você.
Que Deus te ilumine, todos os dias de sua vida.
Feliz Aniversário!
PALESTRA.
Avisamos aos amigos, conterrâneos e acadêmicos que no dia 10 de janeiro, às 19 horas, na TV Ceará canal 5, se apresentará o cientista, escritor, historiador e a maior autoridade brasileira sobre o cangaço, o lavrense, DR MELQUIADES PINTO PAIVA, que recentemente lançou um livro sobre Fideralina Augusto Lima. Não deixem de assistir.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Fotos da confraternização da Academia Lavrense de Letras em Lavras da Mangabeira.
João de Lemos, Mirtes Bitu de Lemos, seu irmão Maninho, esposa e sogra.
Fátima Lemos, Batista de Lima e esposa, Rubens de Lemos, Luiz Pereira de Lemos, João de Oliveira Lemos.
Em pé: Jeová Batista, José Maria Souza, Ednilda Lopes, Nonato Luiz, Ivo Teles.Sentados: Enilda Lopes, Anchieta Augusto, Carlos Sobreira e Socorro.
Acadêmicos Egídio Barreto, Marcondes Pinheiro e Gilson Maciel, e o convidado Fábio Sampaio (filho de Marcondes Pinheiro).
Linhares Filho, Ednardo, Dra. Rosália, Dr. Mirialdo, José Linhares Neto e Mirian Linhares.
Marilê Almeida, Ismária Leite, Nonato Luiz, Jeová Batista, Cristina Couto e Emerson Monteiro.
Linhares Filho e sobrinhos.
Presidente de Honra da Academia, Linhares Filhos, Mariazinha, sobrinhos e Nonato Luiz.
Acadêmico José Teles e família.
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