domingo, 24 de maio de 2009

CENTENÁRIO DE FILGUEIRAS LIMA



Memória

Um espírito livre

Educador, poeta e espírito livre: hoje, 21 de maio, comemora-se o centenário do poeta Filgueiras Lima, um arquiteto do humanismo e poeta das coisas da terra o povo

Henrique Araújo.

Edição Especial – 21 de maio de 2009.

Se Antônio tinha uma dúvida de português, procurava imediatamente o pai, que, interrompendo as leituras costumeiras, folheava os quatro ou cinco dicionários à mão. Lá fora, corria o dia em Lavras da Mangabeira, no interior do Ceará. Vez em quando, um vento frio vinha do rio Salgado. Na casinha da família, o pai colhia de cada volume o significado da palavra procurada. Queria que o menino descobrisse: havia nuances. Demorada, a operação fatigava o caçula do professor e poeta Filgueiras Lima, cujo centenário é comemorado hoje na escola que, ao lado de Paulo Sarasate, ajudou a fundar em 1938. Por telefone, Antonio, hoje com 60 anos, relembra os menores gestos do pai. Fala da sala da diretoria do colégio Lourenço Filho. Ali, comanda o empreendimento que foi a menina dos olhos de Filgueiras Lima.

“Vamos comemorar o centenário do poeta realizando o que ele sempre fazia: uma eucaristia com os alunos da escola”, adianta Antônio Filgueiras Lima Filho. Porque educação e poesia sempre formaram um par ordenado harmônico na vida de Filgueiras Lima. No livro Ensina como quem reza - Vida e tempo de Filgueiras Lima, biografia assinada por Juarez Leitão disponível no site que trata da obra do poeta, lê-se: “Havia entre o poeta e o professor a mais perfeita compatibilidade e, ao que parece, mais do que compatíveis, a poesia e o ensino se fizeram em sua vida reciprocamente necessários. Não poderíamos ter o poeta sem o compromisso humano do Educador, a repartir seu conhecimento, suas descobertas, sua filosofia e suas crenças com outros construtores do mundo, a juventude vigorosa que deveria continuar a compor o tempo, a vida e o país”. Foi assim desde o início. Mesmo antes da publicação de Festa de ritmos (1932).

Mesmo antes de ocupar a função de Inspetor Regional do Ensino, ainda em 1927. Para o escritor e professor Dimas Macedo, Filgueiras Lima “foi um dos grandes poetas do modernismo do Ceará”. Se antes dedicara-se de corpo e alma ao manuseio do soneto tipicamente parnasiano, com os ventos de mudança soprados pela Semana de 1922, o poeta cearense renovou-se. E, com ele, a poesia local. “Filgueiras participou do primeiro momento desse modernismo, da fase mais heróica. E foi também um grande educador e um dos poetas mais populares do Ceará. Era disputado nas escolas pra recitar os poemas.”

Ainda segundo Macedo, a temática da poesia de Filgueiras Lima “era telúrica”. Assim, ele acredita, a obra “Terra da luz condensa essa temática”. Outra grande marca da poesia do cearense era a sonoridade. “Poeta de sonoridade muito aguda e forte apelo amoroso. Poeta de grande significação e grande arquiteto do movimento Nova Escola”. Filgueiras defendia a língua nacional e empunhava a bandeira dos heróis brasileiros que participaram da II Guerra Mundial. De acordo com Macedo, essas características não entravam em choque com o ideário modernista. Juarez Leitão escreve: “Sonetista caprichoso, mestre do bendizer parnasiano, da rima e da métrica, não temeu a chegada da poesia moderna, sendo no Ceará um de seus precursores. Evoluiu, ousou, atirou-se sem medo no novo modelo formal dos seguidores da Semana de 22. Isto é, quando andou trouxe o tempo e do tempo continuou a fazer o barro de suas fantasias”.

Filgueiras Lima nasceu em 21 de maio de 1909 e faleceu em 28 de setembro de 1965. Deixou três filhos e esposa, dona Amazonia Braga de Filgueiras Lima. Escreveu Festa de Ritmos (1932), Ritmo Essencial (1944), Terra da Luz (1956) e O Mágico e o Tempo (1965). Em 1990, a Imprensa Universitária publicou o volume contendo as obras completas do poeta. Foi professor e escritor. Fundou o Conselho de Educação do Ceará.


EMAIS

A saudade do piano

(de Festa de ritmos)

Em meio à sala, agora tão deserta,
o piano dormita.
E uma saudade como que palpita,
desperta,
na sua alma trêmula de sons,
na sua alma de riso e de queixume,
irmã das almas límpidas dos bons,
onde florescem sonhos e segredos:
– é a saudade sutil de teu perfume,
– é a saudade macia de teus dedos...

http://www.opovo.com.br/opovo/vidaearte/879085.html



segunda-feira, 11 de maio de 2009

APRESENTAÇÃO DE HILNÊ COSTALIMA NA POSSE DA ACSC - Por Dimas Macedo

Entre a Razão e o Silêncio

Entre a razão e o silêncio, a escansão da vida se faz a partitura de tudo o que existe no cosmos. Ao Ser não é dado renunciar à sua condição, cabendo ao universo dos signos simbolizar aquilo que a linguagem não conseguiu expressar em toda a sua profusão.

Um rio, por exemplo, pode se transformar, com o tempo, na má consciência de um povo ou da comunidade a quem serviu qual um sopro de vida; mas pode simbolizar e significar o sentido último do devir para o qual converge um projeto de vida que se faz a memória rebelde de um povo.

Nasci às margens de um pequeno rio, o Riacho do Rosário, e cresci, assim como Hilnê Costalima, na margem esquerda do Salgado, o mais belo de todos os rios do mundo. João Gonçalves de Lemos, o Presidente desta Academia de Ciências Sociais, nasceu na margem direita do Riacho do Meio, o mais contorcido braço do Salgado, cujas águas, plenas e soberbas, irrigam o corpo e o espírito de uma das mais frescas e úmidas regiões do Ceará.

O Sítio São Domingos, próximo ao Santa Inês e ao Carnaúba, situa-se na margem direita do Salgado, em demanda de outra sorte de águas cujas corredeiras alimentam alguns dos primeiros e mais sólidos açudes do município de Lavras. Nesse trecho de terras, marcado pelo cultivo do algodão e pela fibra de um dos maiores políticos do Nordeste – Raimundo Augusto Lima -, reinam os olhos de Moreninha Augusto, patrona da cadeira que Hilnê Costalima passa a o ocupar.

A nossa condição de lavrenses – a minha, a de Hilnê Costalima, a de João Gonçalves de Lemos e a de Moreninha Augusto -, constitui o traço que nos une neste ensejo e neste espaço de convívio acadêmico, posto que o Planalto dos Lemos e as águas da Cacimba da Pedra ungiram, de primeiro, a serenidade e a tribuna com que o Presidente desta Casa conduz o destino das Ciências Sociais no Ceará.

Lavras da Mangabeira é a ostra e o vento que nos mantem imantados a um sonho que nunca termina; e Hilnê Costalima é o remanso de flores que as águas brumosas do Salgado trouxeram até a Praça dos Leões, para ornar, com seus lírios e com a oratória castiça da autora, esta noite de lavrensidades e de lavragens de letras e afetos que já navegam em mares de Iracema.

O ritual não me pede que aqui exponha o perfil de Maria Augusta Férrer Lima ou Moreninha Augusto, senão que decline que ela é filha de Maria Cira Férrer Lima e de Raimundo Augusto Lima; que nasceu em Lavras da Mangabeira, a 07/05/1910, e faleceu no Rio de Janeiro, aos 22/11/1981; e que foi uma educadora sutil e maneirosa, cuja inteligência transcendeu aos limites do seu município de origem, fazendo-se, na seara acadêmica, uma das primeiras assistentes sociais do Brasil.

No meu livro Lavrenses Ilustres (1981, 2ª. Ed 1986) traço-lhe o perfil de educadora e de pioneira do serviço social e de autora de dois livros importantes: Manual da Mulher (1982) e Uma Experiência de Serviço Social de Grupo (1952), este último a sua tese de graduação em Serviço Social.,

E se nada mais digo, acerca de Moreninha Augusto, é para não roubar o brilho da tribuna de Hilnê. Acrescento, contudo, este traço: se Moreninha foi educadora de peso, esta também foi a condição de suas irmãs: Alda Férrer Augusto Dutra e Nícia Augusto Gonçalves, honrando-nos esta última com a sua presença.

As famílias Férrer e Augusto, de Lavras da Mangabeira, unidas, em grau de afeição duradoura, na casa em que Moreninha Augusto veio ao mundo, ganham, nesta noite de sinos e de lavrensidades consistentes, um motivo solene para reverenciar essa ilustre figura de mulher.

Vicente Férrer Augusto Lima, o seu irmão querido; Aurélia Teixeira Férrer, a tia materna, poetisa e religiosa de projeção internacional; Raimundo Augusto Lima, o pai extremoso; e Antônio Augusto Gonçalves, o sobrinho que se fez um padrão de ética na política, são nomes que se gravam com ouro, não apenas na história de Lavras, mas no meu coração e no meu imaginário de lavrense.

Hilnê Costalima, o primeiro nome feminino da oratória cearense, é escritora que se impõe à luminosidade desta Academia. É cristal que rebrilha e que há de ilustrar os salões desta Academia e de outras instituções que aqui se reunem , às vezes já tão infestadas de vazios que não mais se contam.

Intelectual refinada e austera, purista da língua e do vocabulário, retora primorosa, poetisa de metros escandidos e romancista de letras e silêncios que se ouvem nos recintos da alma, essa minha conterrânea da cidade de Lavras, é mulher que nos dá trabalho com os fulgores e os rigores da sua inteligência.

Contamos, eu e ela, uma amizade que não se fez colhida em arapucas, senão que dosada na linha soberba da admiração e do respeito e cimentada no padrão de amizade e convivência ética com que os nossos pais, Olívio Batista Lima e José Zito de Macedo (Zito Lobo), teceram um exemplo de vida social edificante que se impôs à história social do nosso município.

Eu e Hilnê nos orgulhamos de Zito e de Olívio e cremos, vivamente, que parte significativa do que somos resulta dessa raiz ancestral, que nos fez, assim, amantes das estruturas da língua e do vocabulário filosófico.

Falar da trajetória de Hilnê, como se ela fosse um verbete biográfico desses que se encontram em livros cansativos, talvez não me animasse tanto nesta noite. Digo tão-só que ela é assistente social, funcionária pública estadual aposentada, professora universitária de renome e que realizou o seu curso de mestrado na Universidade Federal de Pernambuco.

Destaca-se, tanto na Academia Cearense de Retórica, quanto na Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil e no Centro Latinoamericano de Trabalho Social, sediado em Lima, no Peru, pela excelência das suas linhas de pesquisa e pelos fulgores da sua alocução.

A poesia se faz presente em sua vida em livros tais os que entitulou: Momentos (1990), Outras Janelas (1994) e Diário de uma Cordelista (2002). Memória Rebelde (1998) é o traço distintivo da sua veia de memorialista; e Discursos Acadêmicos e Outras Falas (2005) é o livro que veste de linhagem gráfica a sua dimensão de retora e de musa da oratória cearense, como já se disse, à larga, em diversos espaços da Provìncia.

É salutar saber que Hilnê continua produzindo, e que no seu livro, intitulado Nos Bastidores de um Mestrado Acadêmico (2008), ela como que ironiza a retórica do vazio e os saberes de araque, que já sufocam, de morte, a pesquisa de pós-graduação no Brasil, porque assim já se fizeram esses nichos petulantes e, às vezes, totalmente ocos em que a Universidade expõe as suas trivialidades

Na obra literária, memorialística, retórica e acadêmica de Hilnê existem pontos de luz, inteligentemente preparados, e pontos de declive que sempre me pareceram os que mais se elevam, face ao aparato linguístico e ao corte gramatical e semântico. Texto duro, às vezes; texto cáustico e contundente, quase; texto polido e aninhado, sempre.

O que considero bem escrito em sua obra? Tudo. O que vale a sua vida toda de esteta? Um romance, o Joana Célia – Enrtre o Silênco e a Razão (2008). O que contém esse livro? Um testemunho de fé na existência e a certeza de que o mundo, independentemente das vitrines do outro, é regido por uma lei infalível, e que o triunfo do silêncio se fará de par com a razão, não importando o hemisfério cultural onde cada pessoa se encontra.

Joana Célia é uma mulher de coragem e de convicções e esclarecimentos políticos que nos dão, com esmero, as leituras da ilusão e dos simulacros do capitalismo que distorcem a visão até o limite da cegueira generalizada.

Anima-me que a personagem central do seu livro tenha a convicção de uma coisa: a cena social e política vivenciada na fase derradeira do capitalismo é uma grande trapaça. E que existe um método capaz de explicar essas deformações de ordem financeira: o método sistematizado por Marx, o maior de todos os profetas da modernidade e o importante .pensador das ilusões do Capital

Joana Célia é uma Costa Lima, com certeza. Talvez uma Teresa Lúcia ou uma Célia Batista ou, quem sabe, uma Maria Caldas revirada pelo avesso e exposta a partir do alfabeto da sua introversão.

E quem poderia ter inventado essa personagem tão controvertida , senão a filha de Olivio, senão a irmã de sangue de Majela, senão esssas Hilnês travestidas em Joanas ou em Célias ?

Um rio o romance de Hilnê, em cujo leito uma alma se quer desnuda diante dos seus paradoxos, até o limite em que a arte encontra a expressão do ser e se mede em estéticas de recepção e de epifanias.

Vivam, portanto, a letra e o discurso de Hilnê e que se façam coros para entoar a sua entrada nesta Academia.

Fortaleza, 08 de maio de 2009

Dimas Macedo

sábado, 2 de maio de 2009

CARTA RENUNCIA

Jeová:
Estou me dirigindo, a um só tempo, ao amigo e ao Secretário-Geral da ALL. Peço que despreze a segunda
condiçao e se valha dela apenas para atender ao pedido que estou lhe formulando: a preparãção de uma
ata extraordinária da ALL, com o registro da minha renúncia à condição de presidente da entidade, mencionando-se
que o vice-presidente assumirá a presidência até ulterior deliberação.
Gostaria que a Ata me fosse apresentada através do vice-presidente, Joao Gonçalves de Lemos, para assinatura.
Não existe causa a registrar nem comentários a fazer. Estou comunicando aos demais membros da Diretoria e a todos
os confrades a minha decisão.
Espero que assim A Academia Lavrense de Letras encontre um tempo novo para a realização dos seus objetivos.
Sou-lhe grato por tudo. Grato a você e a todos os membros da Diretoria da ALL.
Esclareço que amo a ALL e que continuarei a amando. E que não vou me afastar dela, jamais, pois a construí com
carinho e nela estão todas as letras do meu sangue.
O resto é silencio.

Dimas Macedo


II Simpósio Lusofônico - Ceará/2009 - Fotos














14/04 - Auditório na abertura do evento. Execução dos Hinos Brasileiro e Português.
14/04 - Mesa na abertura do evento: Dr. Armando Ferreira, Dr. Francisco Brandão, vereador Acrisio Sena, Dr. Gentili, Dr. Amandio Silva.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

II Simpósio Lusofônico - Ceará/2009 - Relatório

PÚBLICO: 800 pessoas (alunos e professores da Rede Pública de Ensino Médio e simpatizantes).
Abertura: 150 pessoas.
DIA 14/04 – Manhã: 150 pessoas. Tarde: 70 pessoas.

DIA 15/04 – Manhã: 200 pessoas . Tarde: 150 pessoas.

DIA: 16/04 - Mesa Redonda: 180 pessoas.


DIVULGAÇÃO: Sites:
http://www.maresnavegados.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=39&Itemid=2; http://www.acleb.org/index.php?option=com_content&view=article&id=88:ceara-2009&catid=1:noticias&Itemid=50; http://liberdade.blogueisso.com/2009/04/13/cultura-simposio-lusofonico-debate-o-cordel-do-cearense/; http://academialavrensedeletras.blogspot.com/2009/03/programacao-ii-simposio-lusofonico.html; http://www.brasilportugal.org.br/ce/content.php?sec=1833&ctg=noticias; http://www.portugaldigital.com.br/noticia.kmf?cod=8322435&canal=156; http://br.dir.groups.yahoo.com/group/dialogos_lusofonos/message/18817; http://www.camaraportuguesa.com.br/default.asp?pag=noticias&id_noticia=-3611; http://www.brasilportugal.org.br/nacional/content_.php?sec=451&ctg=noticias; http://www.pglingua.org/index.php?option=com_content&view=article&id=774:fortaleza-e-sede-do-simposio-lusofonico-&catid=24:espaco-brasil&Itemid=77; http://www.oestadoce.com.br/?acao=noticias&subacao=ler_noticia&cadernoID=12&noticiaID=11285; http://www.negociosnalinguaportuguesa.com/index.php?menu=noticia&COD_NOTICIA=29; http://www.acleb.org/index.php?option=com_content&view=article&id=34:ii-simpososio-lusofonico&catid=1:noticias&Itemid=50; http://www.consulportugalfortaleza.org.br/; http://euclidesvega.blogspot.com/2009/04/simposio-lusofonico.html; http://www.pglingua.org/; http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=627236; http://blogueisso.com/page/2/; http://novaaguia.blogspot.com/2009/04/fortaleza-e-sede-do-simposio-lusofonico.html; http://www.ccbp-rs.org.br/nacional/content_.php?sec=295&ctg=noticias; http://www.musiport.com.br/; http://www.al.ce.gov.br/noticias/noticia_completa.php?codigo=9630; http://pt.wasalive.com/pt/filmes+programa%C3%A7%C3%A3o; http://www.jusbrasil.com.br/noticias/1006061/assembleia-homenageia-35-anos-da-revolucao-dos-cravos; http://embaixada-portugal-brasil.blogspot.com/2008/04/acordo-ortogrfico-em-debate-no-simpsio.html; http://technorati.com/tag/lusofonia; http://www.negociosnalinguaportuguesa.com/index.php?menu=noticia&COD_NOTICIA=46; http://agenda.universia.com.br/unb/2009/03/25/o-mundo-em-busca-de-um-novo-equilibrio-francofonia-hispanofonia-e-lusofonia.


Revistas e Jornais: Língua Portuguesa- Edição/março-2009, p.06. “O Povo”, Diário do Nordeste e “O Estado”
TV E RÁDIOS: Lusa- Agência de Notícias de Portugal, Rádio Verdes Mares, TV e Rádio Verdes Mares, TVC de Fortaleza, TV Cidade, TV Fortaleza.

REALIZAÇÃO: Cajazeiras Assessoria de Comunicação, Marketing e Publicidade LTDA, Academia Lavrense de Letras.

PARCERIA: Consulado Honorário de Portugal em Fortaleza, Instituto Américo Barreira – IPAB, Associação Mares Navegados, Câmara Municipal de Fortaleza, SESC.

COORDENAÇÃO: Cristina Maria de Almeida Couto.

APOIADORES: Prefeitura Municipal de Fortaleza, Câmara do Comércio Brasil/ Portugal – Comércio, Industria e Turismo, Hotel Luzeiros, Revista Língua Portuguesa, Conselho das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil, Movimento Internacional Lusófono – MIL, Nova Águia, Assembléia Legislativa, Academia de Letras de Brasília e Academia de Ciências Sociais do Estado do Ceará..

O II Simpósio Lusofônico – Ceará/2009, foi sediado em Fortaleza, no auditório da Câmara Municipal de Fortaleza e no SESC – A abertura do evento aconteceu no dia 14 de abril de 2009, às 09h15min., com a solenidade de abertura com execução do Hino Nacional Brasileiro e Português. A mesa foi composta pelas seguintes autoridades: o Cônsul Honoráriode Portugal em Fortaleza, Francisco Neto Brandão, o vereador e presidente da secção, Acrísio Sena, o presidente da Academia de Brasília de Letras, Dr. José Carlos Gentili, presidente da Associação Mares Navegados, Dr. Amandio Silva e o presidente da Câmara Brasil/Portugal – Comércio, Industria e Turismo, Dr. Armando Ferreira. Encerrada a solenidade, o prof. Dimas Macedo abriu os trabalhos do Simpósio e, em seguida foram feitas as apresentações das Academias, proferida a primeira palestra que teve como tema, “Fernando Pessoa: Intertextualidades” com o palestrante Linhares Filho. Depois foi realizada uma homenagem a Dom Helder Câmara pela Academia de Escrita e Leitura do Colégio Maria Ester sob a coordenação da diretora e professora Fátima Lemos. Foi servido um café da manhã cortesia do IPAB.

14/04 – Tarde – Reabertura dos trabalhos as 15 horas no SESC Iracema com a palestra “A Literatura de Cordel no Cariri Cearense”, proferida pelo prof. Émerson Lacerda, apresentação do cordelista Luciano Carneiro. Em seguida a Inauguração da Exposição fotobibliográfica “Agostinho da Silva, Pensamento e Ação" e a Projeção do filme "Agostinho da Silva, um pensamento vivo" do cineasta João Rodrigo de Mattos. Coquetel e apresentação da Banda Flor da Aurora.

15/04 – Às 8h30min. Abertura dos trabalhos com a palestra Cooperação Sul-Norte. O Terceiro Setor e os Movimentos Sociais, proferida pelo membro do Conselho Editorial da revista Nova Águia e da Comissão Coordenadora do Movimento Internacional Lusófono – MIL; Dra. Ana Margarida Esteves. As 9h30min. Palestra: Agostinho da Silva e a CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Palestrante: Dr. Amandio Silva, presidente da Associação Mares Navegados. Logo após, às 10h10min. palestra “Projeto Memória Cultural”, com o palestrante Dr. Romildo Azevedo, membro da Associação Nacional dos Escritores – ANE e vice-presidente da Academia de Letras de Brasília. Às 11 horas foi aberto debates dos temas anteriores. Às 12h30min pausa para o almoço. Às 14h30min, retorno ao local do evento e deu-se inicio aos trabalhos da tarde com a exposição do projeto da UNILAB – Universidade Luso-Afro-brasileira, roferida pela professora e coordenadora para Assuntos Internacional da UFC – Dra. Maria Elias. As 15h15min foi proferida pelo Dr. Ednilo Soarez a palestra“O Realismo em Portugal no século XIV na obra de Ortigão Ramalho.” As 16horas, o Deputado Federal José Fernando Aparecido proferiu uma palestra sobre A Lusofonia e o Desenvolvimento da CPLP. Para encerrar Dr. José Carlos Gentili, presidente da Academia de Letras de Brasília, proferiu a palestra que teve como tema “Os Açores e o Continente de São Pedro”. Ás 17h30min. O evento foi encerrado e foram sorteados livros de autoria do palestrante.

16/04 - 9h – Mesa Redonda sobre o Acordo Ortográfico.
Sugestões de Componentes: Dr. Francisco Brandão, Dr. Amandio Silva, Prof. Batista de Lima, Dra. Ana Margarida Esteves, Profª. Lidiana Maciel, Jeová Batista e Dr. João de Lemos.

ENCERRAMENTO: Às 19 horas participamos da Comemoração dos 35 anos da Revolução dos Cravos na Assembléia Legislativa. Iniciativa do deputado estadual Artur Bruno que na ocasião homenageou o embaixador de Portugal no Brasil, Dr. João Salgueiro. Estiveram presentes ao evento a comunidade portuguesa, a Academia Lavrense de Letras, a Academia de Ciências Sociais do Estado do Ceará, o presidente da Associação Mares Navegados, Dr. Amandio Silva, o presidente do Conselho das Câmaras Portuguesas no Brasil, Dr. Rômulo Soares e o presidente da Câmara Brasil/Portugal – Comercio, Industria e Turismo, Dr. Armando Ferreira, o Cônsul Honorário de Portugal em Fortaleza, Dr. Francisco Brandão e o ex-embaixador do Brasil em Portugal, Dr. Paes de Andrade. Depois foi oferecido um jantar no restaurante Nostradamus.

AGRADECIMENTOS: Vereador Acrisio Sena; deputado federal Eudes Xavier; deputado federal José Fernando Aparecido; deputado estadual Sarto; deputado federal José Guimarães; presidente do Conselho das Câmaras Portuguesas no Brasil, Dr. Rômulo Soares; presidente da Câmara Brasil/Portugal – Comércio, Industria e Turismo, Dr. Armando Ferreira; ao Cônsul Honorário de Portugal em Fortaleza, Dr. Francisco Brandão; coordenadora do IPAB – Instituto de Pesquisa Américo Barreira, profª. Luisa Lins e aos membros: Leonardo, Moacir, Clivaneide e Gizelda; presidente e vice-presidente da Academia de Letras de Brasília, Dr. José Carlos Gentili e Dr. Romildo Azevedo, presidente da Academia de Ciências Sociais do Estado do Ceará, Dr. João de Lemos; Secretário Geral e diretor executivo da Academia Lavrense de Letras, Jeová Batista e prof. Gilson Maciel; e aos acadêmicos: Émerson Monteiro e prof. Batista de Lima; presidente da Associação Mares Navegados, Dr. Amandio Silva; membro da coordenação editorial da revista Nova Águia, Ana Margarida Esteves; ao prof. Linhares Filho e Mariazinha; aos cordelistas Luciano Carneiro e Luciene, a poeta Cristina Santos; ao presidente da Fecomércio Luiz Gastão; ao coordenador de Cultura do SESC, Caio Quinderé; ao grupo musical Flor da Aurora; aos amigos Solário Favela e Sandra Vendas; João Rodrigo da Silva e aos diretores, professores e alunos das Escolas Públicas que abrilhantaram o evento com a presença e participação.

terça-feira, 21 de abril de 2009

A vitalidade do cordel caririense

Emerson Monteiro

Ao ler recente produção de Maércio Lopes Siqueira, membro da Academia dos Cordelistas de Crato, intitulada O romance de Auriflora e o novo pavão misterioso, senti de perto a pujança das sete vidas do cordel. Instrumento de comunicação de massa mesmo antes de se falar em meios industriais da comunicação, o cordel preservou a leveza original dos primeiros livros gutenberguiano da invenção da imprensa no Ocidente. Saia dos salões burgueses e clericais para as feiras e os mercados medievais e embarcava pelo mundo, nos navios dos degredados que rumaram ao Novo Mundo, achando terra fértil no Nordeste, onde se impõe e resiste a todas inovações tecnológicas da transmissão dos bens simbólicos.
Esse jovem Maércio Lopes, autor de texto leve e espontâneo, atualiza a história anotada em verso pelo clássico de José Camelo de Melo Rezende (O romance do pavão misterioso), agora em tempos globalizado, ocasionando momentos gostosos de boa rima em roteiro digno dos melhores encômios televisivos e urbanos da mídia profana.
O livreto guarda o selo da Tupynanquim Editora, de Fortaleza, de Klévisson Viana, com capa ilustrada por xilogravura também da autoria de Maércio, num refino gráfico colorido em amarelo, datado de fevereiro de 2009.
Sem sombra de dúvidas, a Academia dos Cordelistas do Crato, com sua admirável cifra de mais de 500 títulos já publicados e seus tantos autores revelados mês a mês, insere-se na história da literatura popular de todas as épocas.
Nesta fase, a Academia tem Maércio Lopes na função de presidente e preserva a mesma intensidade produtiva com que se iniciou sob a brilhante lavra do folclorista e autor Elói Teles de Morais.
De um fôlego, entrega-se de moto próprio à leitura do cordel e das portas que se abrem ao toque do leitor um jogo aberto de ações e maquinações acontecem, passe mágico e livre de subterfúgios ou longas tiradas descritivas, que caracterizam, em geral, os romances oficiais da grande literatura. Os versos populares invadam, destarte, a simpatia das massas, por conta de facilitar a compreensão, no andamento das histórias saborosas, aos moldes da alma do homem simples, pouco afeito a turnos ociosos, na corrida pela sobrevivência, contudo dotado de senso artístico e alma criativa.
Portanto, somados os fatores atuais das técnicas aprimoradas do cordel e a verve qualificada desse moço de Santana do Cariri, no Ceará, há que se admitir a propulsão dos valores cordelianos sempre vivos, a persistirem na missão do dizer dos povos nordestinos.

domingo, 29 de março de 2009

Coluna - Cariri

LAVRAS DA MANGABEIRA

O escritor Emerson Monteiro tomou posse na Academia Lavrense de Letras. Lavras da Mangabeira é o berço natal de Emerson e de outras pessoas que se distinguiram nas atividades culturais. Entre elas poderíamos lembrar: Dimas Macedo, Joaryvar Macedo, Bruno Pedrosa, Filgueiras Lima, João Clímaco Bezerra, Melquíades Pinto Paiva, Sinhá D'Ámora e Nonato Luiz. A Ac ademia Lavrense de Letras dá continuidade a essa tradição. Suas cadeiras foram batizadas com nomes ilustres e saudosos que deram aquele município brilho e destaque além fronteira.
Fonte: Jornal O Povo - Tarso Araújo.